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quarta-feira, 21 de março de 2012

Piercing na boca...

Não sou adepto a polêmicas, até por achar que opinião e gosto é algo muito pessoal, e por não ter nenhum tipo de preconceito por questões de formação, educação e até genéticas...

Mas quando o assunto é saúde, acho interessante expor o que se tem pesquisado sobre o assunto Piercing na Boca...

O que é um piercing na boca?

É qualquer tipo de piercing que pode ser na língua, nos lábios ou nas bochechas. Nos anos mais recentes, os piercings na região da boca têm se tornado uma forma de expressão individual. Como o piercing na orelha, os brincos e anéis de metal colocados na boca são de diferentes estilos e compreendem peças como pinos, tarraxas e argolas. Mas o piercing colocado na língua, lábios ou bochechas envolvem riscos maiores do que os colocados na orelha. Antes de perfurar qualquer parte, dentro ou fora da boca, converse com seu dentista.
 NO LÁBIO

NA LÍNGUA

Quais os riscos deste tipo de piercing?

É possível que você desconheça os efeitos colaterais que um piercing oral oferece. Estes efeitos são:
Infecção ? A boca contém milhões de bactérias que podem causar infeções depois de um piercing oral. Tocar as partes de metal depois de colocados na boca também torna maior o risco de se contrair uma infecção.
Sangramento prolongado ? Caso um vaso sangüíneo seja perfurado pela agulha durante o procedimento de colocação, pode haver um sangramento difícil de ser controlado com perda excessiva de sangue.



Dor e inchaço ? São sintomas comuns de piercing na boca. Em casos mais sérios, se a língua inchar demais, poderá fechar a passagem de ar e dificultar a respiração.


Dentes danificados ? O contato com a jóia pode danificar o dente. Dentes com restaurações - por exemplo, coroas ou jaquetas - também podem ser danificados pelas peças de metal.

404366 DENTE QUEBRADO Dente quebrado: o que fazer

Ferimento na gengiva ? As peças de metal não só podem ferir o tecido da gengiva que é sensível, mas também podem causar retração gengival. A retração gengival tem aparência desagradável e torna seus dentes mais vulneráveis a cáries e a periodontite.
Interferência com a função normal da boca ? As jóias aumentam a produção de saliva, impedindo que você pronuncie corretamente as palavras e também dificultam a mastigação.
Doenças transmissíveis pelo sangue ? O piercing da boca foi identificado pelo Instituto Nacional de Saúde como uma possível forma de transmissão da hepatite B, C, D e G.
Endocardite ? O piercing oral pode causar endocardite, que é a inflamação das válvulas e dos tecidos cardíacos. A ferida causada pela perfuração dá às bactérias da boca a oportunidade de entrar na corrente sangüínea, podendo chegar ao coração.

Quanto tempo dura um piercing?

Se você não contrair nenhuma infeção e seus piercings orais não interferirem com as funções normais da boca, podem ser usados de forma permanente. Mas, não deixe de ir ao dentista se sentir qualquer tipo de dor ou algum outro problema. Por causa dos riscos envolvidos mesmo depois que a ferida da perfuração desaparece (como é o caso de engolir peças soltas ou danificar os dentes), a melhor coisa é não fazer piercing oral. Claro que procurar um profissional habilitado em tatuagens e body piercing é uma necessidade...

Eu acho bonito piercings e tatuagens aliás tenho tatuagens assim como minha esposa e certamente futuramente minhas filhas com meu total apoio, mas um profissional correto, com mecanismos de esterilização e boa técnica além de experiência é uma necessidade...Porém, mesmo com todos os cuidados os riscos citados acima existem e se vc optar por esse artificio estético tem de estar preparado...

sexta-feira, 16 de março de 2012

O que vem a ser Placa Bacteriana

Trata-se de uma película pegajosa e incolor, constituída de bactérias e açúcares que se forma sobre os dentes. É a principal causa de cáries e gengivite. Se não for removida diariamente, endurece e forma o tártaro.

Como saber se tenho placa bacteriana nos dentes?

Todos nós temos placa bacteriana porque as bactérias estão sempre presentes em nossa boca. As bactérias aproveitam os nutrientes contidos nos alimentos que ingerimos e aqueles contidos na saliva para se desenvolver. A placa causa as cáries quando os ácidos que ela produz atacam os dentes, o que acontece após as refeições. Sofrendo esses ataques repetidos, o esmalte dos dentes pode se desfazer e abrir caminho para a formação de cáries. Não sendo retirada, a placa bacteriana pode também irritar a gengiva ao redor dos dentes, causando gengivite (as gengivas ficam vermelhas, incham e sangram), periodontite e perda dos dentes.

Como posso evitar a formação da placa bacteriana?

É fácil evitar a formação da placa bacteriana. Basta você:
  • Escovar bem, no mínimo três vezes ao dia, para remover a placa bacteriana de todas as superfícies dos seus dentes.
  • Usar fio dental diariamente para remover a placa bacteriana que se instala entre seus dentes e sob a gengiva, onde a escova não pode alcançar.
  • Limitar a ingestão de alimentos com muito açúcar ou amido, especialmente aqueles que grudam nos dentes.
  • Visitar seu dentista regularmente para fazer limpeza e exame completo dos dentes.

Obrigado pela atenção, um abraço...
Ubiratã Oliveira

domingo, 18 de setembro de 2011

Dentição dos Idosos

Da mesma forma que as crianças, os idosos também necessitam de cuidados especiais para manter a saúde bucal. 

Uma realidade dos dias de hoje é que entre os idosos uma grande a maioria, nos dias de hoje, possuem alguns dentes, mas que nem sempre se apresentam em bom estado, resultado de uma odontologia mais eficiente, mas nem tanto dos seus tempos de mais jovens. Isso faz com que muitas vezes os mesmos apresentem desconforto e/ou perda de função.


Com a expectativa média de vida do brasileiro cada vez mais alta, atualmente em torno de 72,3 anos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), surgem novas possibilidades para garantir bem-estar ao idoso. 



Deve-se atuar no idoso sob o conceito da multidisciplinaridade, ou seja, cuidar de pacientes em conjunto com médicos, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas.

Idosos geralmente têm doenças como diabetes, pressão alta e mal de Alzheimer, por esse motivo, deve-se estar a par de como tratá-los.

Sabemos hoje que  é completamente possível manter dentes saudáveis ao longo da vida.Não é uma realidade idosos com dentaduras...



Os cuidados bucais durante toda a vida, inclusive na terceira idade, são fundamentais para a manutenção de uma vida saudável. A promoção da saúde bucal em idosos visa garantir bem-estar, melhoria da qualidade de vida, auto-estima, possibilidade de comunicação, estética, além de facilitar a mastigação, deglutição e absorção dos nutrientes por meio do processo digestivo.

Dicas

1-É importante cuidar da saúde bucal desde a infância. Os dentes de leite devem ser sempre higienizados, pois influenciam a qualidade dos permanentes.
2-Os idosos devem escovar os dentes com creme dental fluoretado, utilizar fio dental e higienizar a língua de modo que remova restos alimentares.
3-É importante o cuidado com a dieta. Evite refrigerantes e alimentos que contenham muito açúcar, porque contribuem com o desenvolvimento de cáries e outras doenças.
Além de fazer mal à saúde, fumar também prejudica os dentes, causando doenças periodontais.
4-Visite um dentista periodicamente. Esse cuidado é fundamental para a manutenção de uma boca saudável.


5-O idoso deve informar ao dentista a ocorrência de boca seca, que pode estar associada ao uso de medicamentos, falta de ingestão de líquidos, estresse e tratamento com radiação.
6-Para quem usa dentaduras, especialistas indicam trocá-las a cada cinco anos.
7-Deve-se estar sempre atento às mudanças no interior da boca. Caso perceba a permanência de qualquer alteração, como mancha ou ferida, procure urgentemente um dentista.

domingo, 24 de julho de 2011

Dores de Cabeça? Procure seu dentista!!!

Quantas e quantas pessoas chegam em meu consultório em busca da solução de suas dores de cabeça...mas voces podem estar se perguntando o que um dentista poderá fazer por isso?
Digo a voces que dessa procura a grande maioria vem indicada pelo seu médico neurologista!!!
Deixe-me explicar temos em nosso sistema mastigatorio um complexo sistema envolvendo dentes, musculos e articulações. Quando a situação tem equilibrio, é normal, tudo bem o problema todo ocorre quando algum desses elementos está em desalinho aí literalmente acaba sobrando para o paciente que tem sua inervação pressionada, alterada e logo apresenta dores de cabeça bem intensas. 


O problema todo estará normalmente na articulação temporo mandibular, essa articulação situa-se logo à frente do ouvido e é responsável pelos movimentos executados pela mandíbula, mas também podemos ter dores que são relacionadas aos músculos ou quem sabe nos dentes....só um dentista poderá diagnosticar e tratar...



Qual é a principal característica de um paciente que tem problemas de ATM?
O principal indicativo de uma alteração na ATM são estalos na região de ouvido, normalmente acompanhado de dor que se manifesta na cabeça, face, pescoço, olhos e dentes. A ausência de dor não é sinal de normalidade. O estalido (clique), por si só, já traduz problemas nas ATMs.

Quais as principais causas dos problemas de ATMs?
Toda e qualquer doença necessita de mais de um fator para a sua ocorrência. O fator principal deve ser acompanhado dos fatores que contribuem, modificam ou perpetuam a doença. No caso da disfunção das ATMs, acredita-se que o fator principal seja a maloclusão (relacionamento inadequado entre os dentes da maxila e mandíbula), sendo o “stress”, os hábitos parafuncionais e algumas doenças sistêmicas ou hormonais capazes de contribuir, modificar ou perpetuar o seu aparecimento. Contudo, sabe-se que a ordem dos fatores principais e secundários pode alterar-se, havendo diferentes pesos no julgamento de quem é o agente iniciador da disfunção.
Aquele paciente com sono agitado ou com muito stress sempre pode ser mais acometido por esse problema, pois nem dormindo seu sistema mastigatório relaxa; é mais ou menos como ficar na academia dia e noite...o que irá sobrar do seu joelho, por exemplo.



Por que acontece o estalido (clique) nas ATMs?
Entre as faces articulares dos ossos que compõem as ATMs (osso temporal e côndilo da mandíbula), existe uma estrutura fibrocartilaginosa chamada disco articular, cujas principais funções são amortecer e amoldar as superfícies ósseas incongruentes da articulação, evitando traumas e desgastes prematuros. Quando o disco articular se desloca de sua posição fisiológica, acontece o estalido (clique), notado nos movimentos mandibulares, tais como: falar, mastigar, cantar, bocejar etc.

Por que o problema de ATM pode causar dor de cabeça?
As dores de cabeça provenientes das disfunções de ATM, em geral, não são propriamente de cabeça: são dores nos músculos que envolvem a cabeça. Posições posturais viciosas, relacionamento dental inadequado, apertamento e/ou ranger de dentes, associados ao “stress”, normalmente culminam em quadros crônicos de dores nos músculos da face, da cabeça e do pescoço.


Por que o problema de ATM pode causar dor de ouvido?
A proximidade entre a ATM e o ouvido pode ocasionalmente confundir o paciente sobre o local de origem da dor. Na realidade, a dor de ouvido é diferente da dor de ATM. Como diagnóstico diferencial, as disfunções das ATMs não manifestam febre, não eliminam secreção pelos ouvidos e não são acompanhadas por quadros infecciosos das vias aéreas superiores. Existe relação entre dentes e ATM?Sim. O “encaixe dental” (oclusão) é responsável pela posição do côndilo (cabeça da mandíbula) dentro da articulação. Ocluir os dentes mais para a frente, para trás ou para os lados traz conseqüências para as ATMs. O ideal é que a oclusão tenha um relacionamento adequado, para manter côndilo e disco articular harmônicos e bem posicionados entre si, a fim de que a articulação seja saudável.

Qual é o tratamento indicado?
O tratamento é multi-fatorial. Depende do estágio da disfunção e principais causas. O Cirurgião-Dentista deve estar habilitado para detectar e tratar da DTM
Mas muitas vezes placa de bruxismos ou placa miorelaxantes podemauxiliar no diagnostico e tratamento, claro que somados ao tratamento do stress, alinhamento dentário com próteses e ortodontia (aparelhos), fisioterapia, psicoterapia, prática de esportes e etc.
Quais são as conseqüências do não-tratamento?
A disfunção temporomandibular é uma doença que, depois de instalada, é quase sempre progressiva. O que não se consegue determinar com exatidão é a sua velocidade de progressão e as suas conseqüências. Portanto, o ideal é o tratamento precoce, que certamente proporciona melhores soluções e resultados.
O desgaste acentuado dos dentes é um problema muitas vezes bem visivel e demonstra a agressividade da doença
O que é o bruxismo?
Bruxismo é o apertamento ou rangido dos dentes, que pode ocorrer enquanto o indivíduo está acordado ou dormindo. É uma atividade danosa ao sistema mastigatório, pois pode gerar desgaste dos dentes ou dor muscular, entre outros problemas. Indivíduos com dentes desgastados, portanto, necessitam de uma avaliação para verificar se possuem quadro de bruxismo ativo e se há necessidade de tratamento. É importante ressaltar que alguns medicamentos podem induzir ou agravar essa situação.



E todos esses problemas são permanente?
Essa condição é episódica e pode ocorrer em fases de estresse ou após algum evento físico (como um trauma) ou emocional. É fundamental, entretanto, que o paciente procure por tratamento para que a dor não se torne crônica (de longa duração), o que torna o tratamento muito mais difícil.

Espero ter ajudado a resolver o problema, mas me coloco a disposição para ajudá-los no que for possível em meu consultório ou de forma virtual.
Um abraço

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Estética...uma questão de ponto de vista: Parte 1

Então essa semana tive uma consulta que me motivou a escrever esse artigo.

Uma jovem senhora bonita, com excelente apresentação e sorriso muito bonito, procurou me a partir desse site buscando melhorar sua estética... de cara senti alguma estranheza e conversando com ela obtive em seu relato histórico uma fratura de um dos dentes anteriores com tratamento de canal e restauração posterior, o que de fato em exame clínico pude notar que apresentava-se ligeiramente escurescido. Bom como de costume expliquei a mesma que para resolver o problema tinhamos uma série de formas, materiais e técnicas e tudo mais.

O que isso tem a ver com estética? E o que falar sobre isso?

Trabalho com estética a pelo menos 12 anos e nesse tempo já vi muita coisa na clínica; desde pacientes com dentes lindos achando-os horríveis a pacientes com dentes muito aquém do padrão estético atual sem interesse em mudar sua situação.

Vejam as imagens abaixo:


Qual dos 2 sorrisos voce acha mais estético?
Fica óbvio?
NÃO!!!
Talvez seja óbvio para voce e seu padrão estético, agora se voce é fã de Maryllin Manson talvez o sorisso metálico do cantor é sem dúvida mais atraente...

Se voce for um asteca antigo também pode acabar achando o sorriso metálico algo bonito, os ciganso e alguns antigos usavam coroas de ouro nos dentes símbolo de status e nobreza...

O que quero dizer com isso é que a estética, o que é belo depende do contexto sócio-cultural, da epoca, da regiçao enfim é uma questão de ponto de vista.

Abaixo temos mais uma situação confrontando passado e "futuro"...qual das duas fotos representa uma melhor estética:



E aí??? Voce provavelmente dirá nenhuma das duas roupas está bem...questão de gosto...

Pois quero chegar no fato de que em estética cada um é cada um...procuro respeitar a opinião do paciente claro expressando a minha opinião e minha experiência, e sim já fiz clareamento de dentes que achava claros, já fiz recapeamento com porcelana em dentes lindos...sem culpa, estresse nem conciência pesada, pois estava ali para satisfazer um desejo estético de um paciente, para isso ele me procurou...

Na próxima postagem pretendo apresentar alguns casos radicais e discutir sobre a necessidade ou não de tratamento o que pode, deve ou não ser feito claro deixando a opinião do paciente, seu desejo e sua vontade (desde que devidamente orientada sempre em primiero lugar)

Abraços

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A dieta e as cáries

Muitas vezes recebo pacientes que tem uma regular higienização dos seus dentes e frequentam com alguma regularidade os consultórios dentários, mas mesmo assim convivem com a atividade de cárie em seus dentes...


Então fica a pergunta o que posso estar fazendo de errado?
Pois então respondo: sua dieta...

Inúmeras observações, realizadas nas três últimas décadas, constataram a importância dos hábitos alimentares (dieta) na etiologia da cárie dentária. A dieta compreende tudo aquilo que é ingerido pelo indivíduo, independente do seu valor nutricional. Portanto, os fatores dietéticos exercem influência direta/local sobre os dentes.

De fato temos que o açucar e seus disfarces : bolachinha, pães, bolos, balas...etc aumentam a incidência da doença cárie... 



A dieta primitiva dos seres humanos mostra baixos índices de cáries dentárias. Porém, isso mudou com a introdução do açúcar e grãos de cereais processados em suas dietas. Pode-se observar que, com a modernização no mundo e o elevado padrão de vida, ocorreu uma mudança também nos padrões alimentares, sendo evidenciado grande aumento no índice de lesões cariosas ao ser adotada uma dieta com alto consumo de produtos vendidos em lanchonetes, padarias e com grande conteúdo de açúcares.
A cárie está diretamente relacionada à introdução dos carboidratos refinados na dieta da população, principalmente a sacarose, que é considerada o dissacarídeo mais cariogênico, sendo este o mais presente na dieta familiar em quase todo o mundo.
O processo cariogênico começa com a produção de ácidos, quando o produto de metabolismo bacteriano ocupa a placa dentária. A descalcificação da superfície continua até a ação de tamponamento salivar ser capaz de elevar o pH acima do nível cítrico. Posteriormente, a placa se combina com o cálcio e endurece, formando o tártaro ou o cálculo, irritando também a gengiva. 

 

Segundo dados recentes, o consumo médio de açúcar estimado no Brasil é de 132 gramas pessoa/dia. É um consumo alto, visto que países como EUA e Portugal apresentam um consumo médio de 87 e 84 gramas pessoa/dia, respectivamente.

Na dieta familiar, o açúcar mais presente é a sacarose refinada, a qual é encontrada em produtos como balas, chocolates, refrigerantes, sucos industrializados, bolos, etc...

Um importante fator na prevenção da cárie dentária é a diminuição do consumo do açúcar. Portanto, o aconselhamento dietético, visando alterações nos hábitos alimentares, é de suma importância para o paciente na prevenção e tratamento da cárie dentária.

Fatores nutricionais relacionados à cariogenicidade:
  • Alimentos cariogênicos: alimentos ricos em carboidratos, principalmente refinados (açúcar e doces);
  • Alimentos cariostáticos: não contribuem para a cárie. Proteínas: peixes, carnes, frango, ovos. As gorduras também não contribuem para o aparecimento de cáries, pois formam um película oleosa nos dentes;
  • Água: a ingestão de água, além de ser necessária para as funções vitais do organismo, é importante para o mecanismo de limpeza dos dentes;
  • Fibras: são importantes para a limpeza e pelo favorecimento da irrigação dos dentes;
  • Seqüência e combinação dos alimentos. Por exemplo, comer vários biscoitos doces de uma só vez é mais cariogênico do que comer vários biscoitos ao longo do dia;
  • Vitaminas: são importantes, já que a Vitamina A, por exemplo, é necessária para o tecido epitelial e reepitelização e ativação da ceratina-dentina responsável pelo esmalte dos dentes. A Vitamina D é importante para absorção de cálcio e fósforo - importantes para a dentina e síntese dos ossos. Evitando a desmineralização do esmalte, pode-se prevenir a formação de cárie.
 Os programas de prevenção de cáries se concentram em uma dieta balanceada, modificação das fontes e quantidades de carboidratos fermentáveis e integração de práticas de higiene oral no estilo de vida das pessoas.

O aconselhamento dietético é fundamental para qualquer programa de prevenção e manutenção de saúde bucal, visto que os hábitos dietéticos adquiridos na infância formam a base para o futuro padrão alimentar. Nele deve-se levar em conta, porém, a realidade em que a criança vive, tendo como objetivo central a utilização racional de açúcar.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quando não indicar um tratamento

Muitas vezes a função mais importante e dificil de um cirurgião dentista é contra indicar um tratamento dentário; o paciente procura o profissional com aquela idéia, aquele sonho na cabeça e voce por motivos técnicos deve explicar ao mesmo que naquele caso não pode ser efetuado determinado procedimento.
Coroas de porcelana, facetas, restaurações de resina e até o clareamento tem suas contra indicações.
O mais importante é consultar o seu dentista e objetivar seus desejos, mas o tipo de tratamento sempre irá depender de uma série de fatores como: oclusão (forma como vc morde), hábitos parafuncionais (presença de ranger de dentes, por exemplo), sensibilidade dentinária, localização do dente a ser reabilitado, necessidade estética, custo enfim uma avaliação individualizada deve ser efetuada.
Hoje em dia com a mídia execessiva, e muitas vezes até irresponsável, existem nos meios de comunicação uma "venda" de milagres que podem sim ser efetuados, mas devem ser feitos com parcimonia, cuidado e nos devidos casos. Por vezes o paciente pensa que determinado profissional não quer ou não tem habilidade para fazer o caso, mas na verdade a busca desse é pela segurança do tratamento.
Procure avaliar bem o que voce está escutando do profissional de sua escolha, lembre-se que infelizmente ainda não existem tratamentos infalíves com 100% de sucesso e que nem sempre pode-se fazer um tratamento, desconfie de preços muito baixos e de promessas excessivas, atente para as palavras do dentista, pois nem sempre um consultório bonito é igual a um profissional de qualidade.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Fraturas Dentárias

Esportes radicais,  brincadeiras das crianças, descuidos levam ao risco de um acidente e esse pode acabar atingindo a cavidade bucal. .



As conseqüências podem ser: fratura de parte da coroa dentária, fratura radicular em qualquer altura do seu comprimento, sem fratura, porém, com rompimento do feixe vásculo-nervoso e necrose pulpar ou até a avulsão dentária (que é a saída do dente inteiro com rompimento do ligamento).

Estudos diversos verificoram  que uma porcentagem grande de crianças (38,59 %) possuíam dentes fraturados, sendo 27,2 % do sexo masculino e 72,8 % do sexo feminino. Os dentes mais afetados foram os incisivos centrais superiores representando 63.83 % dos dentes fraturados.




Todo cuidado é pouco, e nas atividades esportivas podemos amenizar os riscos com equipamentos de proteção como capacetes, joelheiras e cotoveleiras, bem como, protetores bucais usados frequentemente em lutas marciais, por exemplo.



Após o acidente, há a necessidade de verificar a extensão da lesão e encaminhar a pessoa lesionada para um pronto socorro e/ou ao dentista, caso atinja a cavidade bucal. O tratamento das fraturas da coroa dentária pode ser feito utilizando os próprios fragmentos de dentes fraturados, quando estes podem ser encontrados caídos no chão ou outro lugar. Basta que estes fragmentos sejam recolhidos, armazenados em leite ou soro fisiológico e levados ao dentista. Estes são colados com resina. Quando não é possível encontrar o fragmento fraturado, o dente é totalmente reconstituído com resina composta ou por uma coroa de porcelana ou de outro material compatível.A importância de recuperar o dente vai desde o lado funcional até o estético.


A odontologia esta muito avançada e os recursos são cada vez maiores trazendo a oportunidade de não só as classes mais favorecidas, mas a toda população a recuperar dentes fraturados ou perdidos por fratura. O importante está na observância dos cuidados de conservação dos fragmentos ou do dente deslocado.



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Eleições 2010

Definitivamente, esse não é o assunto aqui de nosso blog, mas não temos como ficar isentos...
Eleições são sinônimo de democracia e democracia de liberdade...
Não existe a meu ver voto certo ou errado, assim como não existem opiniões certas e erradas, tudo é uma questão de ponto de vista.


Portanto desejo a todos os brasileiros e brasileiras que pesem, pensem, reflitam e decidam da forma mais idônea e independente possível...
Boar Urnas...afinal estaremos decidindo os próximos 4 anos de nosso país...
Até

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Bruxismo = Estresse

"O bruxismo, hábito de apertar e ranger os dentes é comum em cerca de 15% das pessoas. Esses pacientes podem sofrer fortes dores de cabeça, desgaste dos dentes e distúrbios da articulação mandibular. As causas deste problema podem ser a tensão emocional e o fechamento inadequado da boca."

Estes sintomas são comuns durante o sono. Ranger os dentes à noite e apertá-los durante o dia, formam um problema progressivo onde o paciente perde os parâmetros e só percebe que tem bruxismo se prestar atenção na própria tensão muscular ou se alguém ouvir o ranger noturno. O diagnóstico geralmente é feito depois que surgem algumas complicações.



Causas

O bruxismo é associado ao estresse em 100% dos casos. Todos os pacientes com sintomas de bruxismo têm aumento da tensão emocional. Um alinhamento incorreto dos dentes e fechamento inadequado da boca está presente na maior parte dos casos, mas dificilmente são suficientes para causar o problema na ausência de um aumento da tensão.

A doença pode atingir qualquer pessoa, e é mais freqüente entre os 15 e 35 anos. É também mais freqüente nas mulheres do que nos homens.

Conseqüências

As dores de cabeça tensionais são comuns nos portadores de bruxismo. Elas surgem por contração excessiva dos músculos da mastigação, podendo atingir rosto, pescoço, ouvido e até ombros. O período crítico é pela manhã (se a contração predominar a noite) ou de tarde (se predominar de dia).




Outro problema decorrente do bruxismo é dor da articulação da mandíbula. Esta também pode sofrer estalos, travamento, restringir a abertura da boca e desviar para o lado ao abrir e fechar.

Também é freqüente a dor e o desgaste dos dentes. A dor é pior pela manhã e o desgaste pode chegar à gengiva. Em dentes mais frágeis, sejam eles cariados ou tratados, o ranger pode provocar a quebra. Traumas repetidos e inflamação da gengiva levam à perda do suporte ósseo dos dentes, que se tornam móveis.



Tratamento

O primeiro passo é reconhecer o problema. O dentista deve fazer um "check up" da boca e eliminar com aparelhos e desgastes seletivos dos dentes os pontos que impedem uma mordida perfeita. Mas isso não é tudo. Pessoas com bruxismo têm um termômetro psicológico na boca.



O melhor é perceber que o problema não vem do nada e tentar achar suas causas no dia-a-dia.

Um passo importante para tentar curar ou pelo menos diminuir o bruxismo é cortar a tensão psicológica. Isto pode ser feito através de esportes, ioga e exercícios de relaxamento. Já distúrbios psiquiátricos, como depressão e ansiedade, devem ser aliviados e medicados se necessário. A psicoterapia identifica e trata as dificuldades emocionais associadas ao bruxismo.

Fechar bem a boca também é outra forma de evitar o bruxismo. O fechamento deve ser perfeito. O mal contato entre os dentes de cima e de baixo leva a pontos de atrito que aumentam a tensão muscular. Próteses malfeitas como pontes e dentaduras devem ser trocadas. Os dentes precisam ser alinhados com aparelhos.

Outro método usado é o encaixe de placas de acrílico na arcada dental durante a noite. Estas distribuem a força muscular em todos os dentes e não apenas em um ou dois mal posicionados. Por último, o dentista deve fazer um ajuste fino do fechamento da boca.



É realizado um desgaste em lugares específicos de alguns dentes para encaixar a arcada dental superior na inferior sem nenhum ponto de atrito. A solução é procurar um bom dentista para indicar o tratamento.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

FALÊNCIA DA IMBRA

Embora não seja nosso objetivo discorrer sobre alguns assuntos (política, religião, esportes...) penso ser importante dar minha opinião sobre o ocorrido com a IMBRA.

Não gosto de generalizar, nem tão pouco ser oportunista, mas esse novo ramo de negócio (clínicas "populares"/ clínicas " autofinanceiras") não é, de um modo geral, um perfil ético e correto de trabalho.
Penso que assim como qualquer profissão a odontologia tem como objetivo o retorno financeiro, apesar de em minha opinião as trocas com o paciente, o prazer de trabalhar e o ambiente de trabalho sejam extremamente importantes, "viver", manter minha família com a odontologia é uma necessidade.

Contudo quando o financeiro fala mais alto que outros valores as coisas se invertem. A IMBRA, bem como essas várias clínicas a distribuir panfletos pelos centros urbanos nesse país afora, tem em sua visão uma preferência pelo dinheiro em relação ao humano, não são raros locais onde a esterelização dos materiais não é uma prioridade, ou ainda onde os procedimentos são efetuados por profissionais não formados em Odontologia.



O que mais me espanta é que alguns pacientes por questão de R$10,00 - R$ 80,00, buscam esse atendimento. Entendo que nem todos podem ter acesso a consultórios particulares com valores maiores, mas nesses caso existem as faculdades, clínicas com valores mais acessíveis. Me preocupa também colegas que acabam se dirigindo a esss locais em busca de trabalho e fazem vista grossa para coisas INACEITÁVEIS.

O resultado final não raras vezes é esse: pacinetes com resultados finais insatisfatórios, profissionais com salários atrasados e destratados, clientes descontentes e sem ter para quem reclamar.

Podemos até culpar essas clínicas, podemos até dizer que a escolha foi do paciente e esse foi o preço da "economia"...

Enfim, só me resta encerrar esse assunto o qual talvez  nem deveria estar comentando aqui com um alerta:
Pergunte onde seu profissional se formou?
Pergunte a quanto tempo está no mesmo endereço?
Pergunte por que ele quis ser dentista?
Pergunte o que ele gosta de fazer?
Converse com o profissional.



O mais importante não é o quanto voce irá economizar e sim o quanto voce se economizará escolhendo um bom profissional.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Herpes Labial


O que é?

O herpes é uma infecção causada pelo Herpes simplex virus. O contato com o vírus ocorre geralmente na infância, mas muitas vezes a doença não se manifesta nesta época. O vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, se instala no organismo de forma latente, até que venha a ser reativado. 

A reativação do vírus pode ocorrer devido a diversos fatores desencadeantes, tais como: exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica. 


Algumas pessoas tem maior possibilidade de apresentar os sintomas do herpes. Outras, mesmo em contato com o vírus, nunca apresentam a doença, pois sua imunidade não permite o seu desenvolvimento. 

Manifestações clínicas

As localizações mais frequentes são os lábios e a região genital, mas o herpes pode aparecer em qualquer lugar da pele. 
Uma vez reativado, o herpes se apresenta da seguinte forma:
  • inicialmente pode haver coceira e ardência no local onde surgirão as lesões.
  • a seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas como num buquê sobre área avermelhada e inchada.
  • as bolhas rompem-se liberando líquido rico em vírus e formando uma ferida. É a fase de maior perigo de transmissão da doença.
  • a ferida começa a secar formando uma crosta que dará início à cicatrização.
  • a duração da doença é de cerca de 5 a 10 dias. 

Tratamento

Os seguintes cuidados devem ser tomados durante um surto de herpes:
  • o tratamento deve ser iniciado tão logo comecem os primeiros sintomas, assim o surto deverá ser de menor intensidade e duração;
  • evite furar as vesículas;
  • evite beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças se a localização for labial;
  • lave sempre bem as mãos após manipular as feridas pois a virose pode ser transmitida para outros locais de seu próprio corpo, especialmente as mucosas oculares, bucal e genital.

O tratamento deve ser orientado pelo seu médico ou dentista. É ele quem pode determinar os medicamentos mais indicados para o seu caso que, dependendo da intensidade, podem ser de uso local (na forma de cremes ou soluções) ou de uso via oral, na forma de comprimidos.
Quando as recidivas do herpes forem muito frequentes, a imunidade deve ser estimulada para combater o vírus. Os fenômenos desencadeantes devem ser evitados, procurando-se levar uma vida o mais saudável possível. 



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Boca Seca...ou xerostomia...

Todo mundo já sentiu a boca secar em momentos de medo, ansiedade ou de um mero nervosismo na hora de falar diante da multidão. Mas o que era para ser um quadro restrito a certas ocasiões está se tornando um problema cada vez mais freqüente na sociedade moderna.

Boca seca (xerostomia) significa que você não produz saliva o suficiente para manter sua boca úmida. Todos podemos ter a boca seca, vez ou outra, especialmente se estamos apreensivos, tristes ou sob estresse. Mas se você tem a boca seca sempre ou a maior parte do tempo, isto pode ser desconfortável, causando problemas de saúde mais sérios ou ainda indicar a existência de uma doença mais grave. Isto porque a saliva faz mais do que simplesmente manter a boca úmida - ela ajuda a digerir o alimento, proteger os dentes das cáries, prevenir infecções ao controlar as bactérias da boca e tornar possível a mastigação e a deglutição.






Pelo menos 3 em cada 10 pessoas sofrem de boca seca ou xerostomia, uma condição onde há pouca ou nenhuma saliva na boca. Para alguns, isto pode significar apenas um desconforto transitório causado por influências do dia a dia, uso de alguns tipos de medicamentos, uma situação estressante ou longos períodos de conversa. Mas para outros, isto pode ser um problema persistente, enfrentado diariamente. Nestes casos, a boca seca é geralmente o efeito colateral de condições sistêmicas mais sérias, incluindo Síndrome de Sjögren, artrite reumatóide ou HIV/AIDS. Tratamentos como quimioterapia ou radioterapia também podem resultar em condições severas de xerostomia.

A função da saliva não é apenas manter a boca úmida – ela torna possível a mastigação e a deglutição dos alimentos, ajudando na digestão. A saliva também age como um lubrificante, ajudando a proteger os dentes contra a cárie dental e prevenindo infecções, através do controle de bactérias e fungos na boca. Níveis insuficientes de saliva podem causar problemas incluindo:
- Dificuldade para mastigar, engolir, ou falar
- Mau hálito - também conhecido como halitose
- Cárie dental, erosão dental e doença gengival
- Lábios rachados
- Língua áspera, ressecada
- Feridas bucais e úlceras
- Sensação de queimação na boca
- Candidíase bucal
- Sono interrompido por causa da sede
- Problemas no uso de próteses dentárias
Geralmente, saliva é uma das coisas que não damos valor até o dia em que ficamos sem ela. A boca seca afeta pelo menos um terço dos adultos da população mundial. As glândulas salivares normais produzem cerca de 4 a 6 xícaras de saliva por dia, mas quando esta quantidade baixa significativamente, os sintomas de boca seca podem se desenvolver rapidamente. Os sintomas de xerostomia podem variar desde leve ressecamento até dor, ardência e queimação na boca. Algumas conseqüências comuns podem ser halitose, doença gengival e aumento da cárie dental.

As causas da xerostomia são numerosas mas, a causa mais comum desta disfunção salivar está associada ao uso de medicamentos de diferentes tipos. Existem mais de 400 medicamentos que podem induzir xerostomia, mas os mais comuns são medicações alérgicas, antidepressivos, calmantes, anti-hipertensivos e diuréticos. O uso excessivo de café também pode causar a boca seca. Outras causas são o envelhecimento, a desidratação e o uso de enxaguantes com álcool. Outras causas menos comuns são radioterapia de cabeça e pescoço, quimioterapia, pacientes com Síndrome de Sjögren, diabetes e outras doenças auto imunes.

Como a boca seca afeta o meu hálito
Xerostomia é uma causa muito comum de halitose e contribui para várias mudanças bucais. Em uma boca seca as bactérias se tornam mais concentradas na saliva e os Compostos Sulfurados Voláteis - CSV, que as bactérias produzem, tendem a evaporar mais facilmente no ar. Quando isto ocorre, o mau hálito fica mais forte e mais perceptível. Adicionalmente, o pH da boca fica alterado e predispõe a um meio ambiente favorável ao crescimento das bactérias anaeróbias.



TRATAMENTOS
A única maneira definitiva de curar a boca seca é tratando sua causa. Se o seu problema é resultado de medicação, seu médico poderá mudar sua prescrição ou dosagem. Se suas glândulas salivares não funcionam normalmente, mas ainda produzem alguma saliva, seu médico poderá lhe dar um medicamento que ajude as glândulas a funcionarem melhor.

Se a causa de sua boca estar seca não puder ser eliminada você poderá restaurar a umidade de sua boca de diversas maneiras. Seu dentista pode recomendar hidratantes bucais, como substitutos de saliva. Enxagües com soluções bucais especialmente formuladas para diminuir a secura também podem aliviar o problema. Você também pode:
  • Beber água ou bebidas sem açúcar com freqüência;
  • Evitar bebidas com cafeína, como café, chá ou alguns refrigerantes, que também podem causar a secura da boca;
  • Mascar gomas sem açúcar ou chupar balas duras sem açúcar para estimular o fluxo de saliva (se houver alguma glândula salivar funcionando);
  • Não utilizar tabaco ou álcool, que ressecam a boca;
  • Estar ciente de que alimentos condimentados ou salgados podem causar dor em uma boca seca
     
     
 E obviamente consultar o seu dentista para que ele ajude na busca de soluções para o seu sério problema...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mau Hálito: um problema sério


Cerca de 75% dos casos de halitose (mau hálito) têm sua origem em um problema bucal. Outras causas do mau hálito são os distúrbios gástricos, infecções nos seios [maxilares/paranasais] e doença gengival grave.


O sucesso do tratamento depende da determinação de sua causa. Tão logo o dentista determine a causa, o tratamento pode começar
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O mau hálito pode ser causado por:
  • Fatores externos : alimentos, como cebola e alho, e bebidas, como café e álcool, e o fumo;
  • Má higiene bucal : quando a placa bacteriana e resíduos alimentares não são completamente removidos;

  • Enfermidade bucal : gengivite e doença periodontal;
  • Próteses totais ? formação da placa e acúmulo de resíduos nas próteses, que precisam ser limpas diariamente;
  • Amígdalas : as fendas (criptas) mais largas das amígdalas podem permitir que os resíduos se acumulem na área;
  • Infecções do aparelho respiratório: garganta, seios [paranasais] e pulmões;
  • Boca seca (xerostomia): que pode ser causada por problemas nas glândulas salivares, medicamentos, respiração pela boca, radioterapia e quimioterapia;
  • Doenças sistêmicas: diabetes, doenças renais/hepáticas, pulmonares e dos seios [maxilares/paranasais], distúrbios gastrintestinais;

Qual a relação entre doença bucal e doença sistêmica?


Pesquisas recentes sugerem que há uma relação entre doenças bucais e doenças sistêmicas (diabetes, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, infecções respiratórias, mal de Alzheimer) e outras enfermidades. Quando o tecido gengival se inflama dando origem à gengivite, mediadores inflamatórios chamados citocinas, presentes no tecido gengival, podem passar para a saliva e serem aspirados para dentro dos pulmões. As bactérias responsáveis pela periodontite também podem penetrar no sistema circulatório e deslocar-se até outras partes do corpo. As bactérias bucais podem causar infecções secundárias ou a inflamação de outros tecidos ou sistemas orgânicos do corpo.

Quem você deve consultar, se tiver mau hálito?

Se achar que a causa de seu mau hálito é a dieta alimentar, consulte um nutricionista. Ele poderá ajudá-lo a modificar sua dieta. Se o problema for má higiene bucal e você tiver gengivite, (inflamação da gengiva) ou periodontite (perda do osso que sustenta os dentes), consulte seu dentista e peça instruções sobre como melhorar a higiene bucal. Se o problema for infecção das amígdalas ou uma infecção respiratória, siga as recomendações de seu clínico geral ou de um especialista em ouvido, nariz e garganta (otorrinolaringologista) ou doenças do pulmão e trato respiratório (pneumologista).