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domingo, 24 de julho de 2011

Dores de Cabeça? Procure seu dentista!!!

Quantas e quantas pessoas chegam em meu consultório em busca da solução de suas dores de cabeça...mas voces podem estar se perguntando o que um dentista poderá fazer por isso?
Digo a voces que dessa procura a grande maioria vem indicada pelo seu médico neurologista!!!
Deixe-me explicar temos em nosso sistema mastigatorio um complexo sistema envolvendo dentes, musculos e articulações. Quando a situação tem equilibrio, é normal, tudo bem o problema todo ocorre quando algum desses elementos está em desalinho aí literalmente acaba sobrando para o paciente que tem sua inervação pressionada, alterada e logo apresenta dores de cabeça bem intensas. 


O problema todo estará normalmente na articulação temporo mandibular, essa articulação situa-se logo à frente do ouvido e é responsável pelos movimentos executados pela mandíbula, mas também podemos ter dores que são relacionadas aos músculos ou quem sabe nos dentes....só um dentista poderá diagnosticar e tratar...



Qual é a principal característica de um paciente que tem problemas de ATM?
O principal indicativo de uma alteração na ATM são estalos na região de ouvido, normalmente acompanhado de dor que se manifesta na cabeça, face, pescoço, olhos e dentes. A ausência de dor não é sinal de normalidade. O estalido (clique), por si só, já traduz problemas nas ATMs.

Quais as principais causas dos problemas de ATMs?
Toda e qualquer doença necessita de mais de um fator para a sua ocorrência. O fator principal deve ser acompanhado dos fatores que contribuem, modificam ou perpetuam a doença. No caso da disfunção das ATMs, acredita-se que o fator principal seja a maloclusão (relacionamento inadequado entre os dentes da maxila e mandíbula), sendo o “stress”, os hábitos parafuncionais e algumas doenças sistêmicas ou hormonais capazes de contribuir, modificar ou perpetuar o seu aparecimento. Contudo, sabe-se que a ordem dos fatores principais e secundários pode alterar-se, havendo diferentes pesos no julgamento de quem é o agente iniciador da disfunção.
Aquele paciente com sono agitado ou com muito stress sempre pode ser mais acometido por esse problema, pois nem dormindo seu sistema mastigatório relaxa; é mais ou menos como ficar na academia dia e noite...o que irá sobrar do seu joelho, por exemplo.



Por que acontece o estalido (clique) nas ATMs?
Entre as faces articulares dos ossos que compõem as ATMs (osso temporal e côndilo da mandíbula), existe uma estrutura fibrocartilaginosa chamada disco articular, cujas principais funções são amortecer e amoldar as superfícies ósseas incongruentes da articulação, evitando traumas e desgastes prematuros. Quando o disco articular se desloca de sua posição fisiológica, acontece o estalido (clique), notado nos movimentos mandibulares, tais como: falar, mastigar, cantar, bocejar etc.

Por que o problema de ATM pode causar dor de cabeça?
As dores de cabeça provenientes das disfunções de ATM, em geral, não são propriamente de cabeça: são dores nos músculos que envolvem a cabeça. Posições posturais viciosas, relacionamento dental inadequado, apertamento e/ou ranger de dentes, associados ao “stress”, normalmente culminam em quadros crônicos de dores nos músculos da face, da cabeça e do pescoço.


Por que o problema de ATM pode causar dor de ouvido?
A proximidade entre a ATM e o ouvido pode ocasionalmente confundir o paciente sobre o local de origem da dor. Na realidade, a dor de ouvido é diferente da dor de ATM. Como diagnóstico diferencial, as disfunções das ATMs não manifestam febre, não eliminam secreção pelos ouvidos e não são acompanhadas por quadros infecciosos das vias aéreas superiores. Existe relação entre dentes e ATM?Sim. O “encaixe dental” (oclusão) é responsável pela posição do côndilo (cabeça da mandíbula) dentro da articulação. Ocluir os dentes mais para a frente, para trás ou para os lados traz conseqüências para as ATMs. O ideal é que a oclusão tenha um relacionamento adequado, para manter côndilo e disco articular harmônicos e bem posicionados entre si, a fim de que a articulação seja saudável.

Qual é o tratamento indicado?
O tratamento é multi-fatorial. Depende do estágio da disfunção e principais causas. O Cirurgião-Dentista deve estar habilitado para detectar e tratar da DTM
Mas muitas vezes placa de bruxismos ou placa miorelaxantes podemauxiliar no diagnostico e tratamento, claro que somados ao tratamento do stress, alinhamento dentário com próteses e ortodontia (aparelhos), fisioterapia, psicoterapia, prática de esportes e etc.
Quais são as conseqüências do não-tratamento?
A disfunção temporomandibular é uma doença que, depois de instalada, é quase sempre progressiva. O que não se consegue determinar com exatidão é a sua velocidade de progressão e as suas conseqüências. Portanto, o ideal é o tratamento precoce, que certamente proporciona melhores soluções e resultados.
O desgaste acentuado dos dentes é um problema muitas vezes bem visivel e demonstra a agressividade da doença
O que é o bruxismo?
Bruxismo é o apertamento ou rangido dos dentes, que pode ocorrer enquanto o indivíduo está acordado ou dormindo. É uma atividade danosa ao sistema mastigatório, pois pode gerar desgaste dos dentes ou dor muscular, entre outros problemas. Indivíduos com dentes desgastados, portanto, necessitam de uma avaliação para verificar se possuem quadro de bruxismo ativo e se há necessidade de tratamento. É importante ressaltar que alguns medicamentos podem induzir ou agravar essa situação.



E todos esses problemas são permanente?
Essa condição é episódica e pode ocorrer em fases de estresse ou após algum evento físico (como um trauma) ou emocional. É fundamental, entretanto, que o paciente procure por tratamento para que a dor não se torne crônica (de longa duração), o que torna o tratamento muito mais difícil.

Espero ter ajudado a resolver o problema, mas me coloco a disposição para ajudá-los no que for possível em meu consultório ou de forma virtual.
Um abraço

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A dieta e as cáries

Muitas vezes recebo pacientes que tem uma regular higienização dos seus dentes e frequentam com alguma regularidade os consultórios dentários, mas mesmo assim convivem com a atividade de cárie em seus dentes...


Então fica a pergunta o que posso estar fazendo de errado?
Pois então respondo: sua dieta...

Inúmeras observações, realizadas nas três últimas décadas, constataram a importância dos hábitos alimentares (dieta) na etiologia da cárie dentária. A dieta compreende tudo aquilo que é ingerido pelo indivíduo, independente do seu valor nutricional. Portanto, os fatores dietéticos exercem influência direta/local sobre os dentes.

De fato temos que o açucar e seus disfarces : bolachinha, pães, bolos, balas...etc aumentam a incidência da doença cárie... 



A dieta primitiva dos seres humanos mostra baixos índices de cáries dentárias. Porém, isso mudou com a introdução do açúcar e grãos de cereais processados em suas dietas. Pode-se observar que, com a modernização no mundo e o elevado padrão de vida, ocorreu uma mudança também nos padrões alimentares, sendo evidenciado grande aumento no índice de lesões cariosas ao ser adotada uma dieta com alto consumo de produtos vendidos em lanchonetes, padarias e com grande conteúdo de açúcares.
A cárie está diretamente relacionada à introdução dos carboidratos refinados na dieta da população, principalmente a sacarose, que é considerada o dissacarídeo mais cariogênico, sendo este o mais presente na dieta familiar em quase todo o mundo.
O processo cariogênico começa com a produção de ácidos, quando o produto de metabolismo bacteriano ocupa a placa dentária. A descalcificação da superfície continua até a ação de tamponamento salivar ser capaz de elevar o pH acima do nível cítrico. Posteriormente, a placa se combina com o cálcio e endurece, formando o tártaro ou o cálculo, irritando também a gengiva. 

 

Segundo dados recentes, o consumo médio de açúcar estimado no Brasil é de 132 gramas pessoa/dia. É um consumo alto, visto que países como EUA e Portugal apresentam um consumo médio de 87 e 84 gramas pessoa/dia, respectivamente.

Na dieta familiar, o açúcar mais presente é a sacarose refinada, a qual é encontrada em produtos como balas, chocolates, refrigerantes, sucos industrializados, bolos, etc...

Um importante fator na prevenção da cárie dentária é a diminuição do consumo do açúcar. Portanto, o aconselhamento dietético, visando alterações nos hábitos alimentares, é de suma importância para o paciente na prevenção e tratamento da cárie dentária.

Fatores nutricionais relacionados à cariogenicidade:
  • Alimentos cariogênicos: alimentos ricos em carboidratos, principalmente refinados (açúcar e doces);
  • Alimentos cariostáticos: não contribuem para a cárie. Proteínas: peixes, carnes, frango, ovos. As gorduras também não contribuem para o aparecimento de cáries, pois formam um película oleosa nos dentes;
  • Água: a ingestão de água, além de ser necessária para as funções vitais do organismo, é importante para o mecanismo de limpeza dos dentes;
  • Fibras: são importantes para a limpeza e pelo favorecimento da irrigação dos dentes;
  • Seqüência e combinação dos alimentos. Por exemplo, comer vários biscoitos doces de uma só vez é mais cariogênico do que comer vários biscoitos ao longo do dia;
  • Vitaminas: são importantes, já que a Vitamina A, por exemplo, é necessária para o tecido epitelial e reepitelização e ativação da ceratina-dentina responsável pelo esmalte dos dentes. A Vitamina D é importante para absorção de cálcio e fósforo - importantes para a dentina e síntese dos ossos. Evitando a desmineralização do esmalte, pode-se prevenir a formação de cárie.
 Os programas de prevenção de cáries se concentram em uma dieta balanceada, modificação das fontes e quantidades de carboidratos fermentáveis e integração de práticas de higiene oral no estilo de vida das pessoas.

O aconselhamento dietético é fundamental para qualquer programa de prevenção e manutenção de saúde bucal, visto que os hábitos dietéticos adquiridos na infância formam a base para o futuro padrão alimentar. Nele deve-se levar em conta, porém, a realidade em que a criança vive, tendo como objetivo central a utilização racional de açúcar.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sexo e boca

Então,
Assunto sério, delicado... porém penso ser importante conversar de forma direta com os leitores desse blog.

Tabus e preconceitos só servem para arraigar problemas e difundir a doença. Sejamos sinceros e vamos descer de nosso isolamento, pois mesmo que discordemos podemos ter filhos e amigos sem a informação e passá-las pode aliviar muita dor de cabeça!!!



A boca e o sexo estão diretamente relacionados, o beijo, o sexo oral são práticas comuns e constantes em qualquer relação.

Portanto devemos que risco corremos, e como nos prevenir deles.


Ao contrário do que muita gente pensa, sexo oral também é um caminho para contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). E em alguns casos, uma DST oral pode ser até mais difícil de diagnosticar e tratar. O cirurgião-dentista pode reconhecer os sintomas orais de uma DST e instruir o paciente a procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico.

O singelo beijo não é tão inocente assim; nas festas muitas pessoas gostam de “ficar” com o maior número de parceiros casuais possível. Porém, este comportamento atual é considerado de alto risco pela promiscuidade inerente. Existem vários tipos de doenças potencialmente transmissíveis pelo beijo.
A mononucleose (doença do beijo), cárie, gengivite, candidíase (sapinho), herpes labial, tuberculose, hepatite e até as doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis e a gonorréia podem passar de um “ficante” a outro.



Para não ter surpresas desagradáveis pós-balada, recomenda-se cuidar bem da higiene bucal e visitar regularmente o dentista. Um exame clínico de rotina é capaz de identificar os primeiros sintomas das manifestações bucal de doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo.

O relacionamento sexual oral sem preservativo (camisinha), mesmo entre pessoas normais, pode sempre vir a trazer alguma alteração na flora bacteriana, tanto bucal como genital. Essa condição é possibilitada pela troca dos fluidos e microrganismos salivar e genital, podendo os microrganismos de uma cavidade agir patologicamente em outra cavidade de nosso organismo, gerando alguns desequilíbrios das bactérias locais, essas alterações tendem normalmente a se auto-regular sem necessidade de antibióticos. 



Você pode adquirir inúmeras doenças sexualmente transmissíveis – (DSTs) pelo sexo oral, caso você tenha algum sangramento gengival, aftas ou quaisquer lesões na boca, que acabe entrando em contato com uma pessoa que seja portadora da doença e que tenha também qualquer pequena ulceração também ou sangramento.

As doenças sexualmente transmissíveis mais freqüentemente transmitidas ou adquiridas na boca são: Herpes, HPV, Sífilis, AIDS, Gonorréia, Cancro Mole, Candidíase; Uretrites, porém podemos considerar que em certos casos, as Hepatites A, B, C podem ser transmitidas pelas relações sexuais, assim com, gripes, hanseníases (saliva e secreções), etc, portanto, poderíamos considerá-las como Doenças Sexualmente Transmissíveis – DSTs de certa forma.

Atualmente, ainda são os homens que detém a maior prevalência de doenças sexualmente transmissíveis, mas as mulheres a cada dia vêm apresentando maior freqüência. Isto não se deve a susceptibilidade e sim a um maior comportamento de risco em relacionamentos sexuais em ambos os sexos, independente da profissão e classe social e cultural.

O contágio ou infecção se dá por contato sexual direto, por meio das relações bucais, também conhecidas como sexo oral ou ainda pelo beijo, ou seja, por relacionamentos sexuais buco-genitais, buco-anais e buco-genito-anais, como também podem ocorrer tão somente pelas relações buco-bucais. São mais susceptíveis aqueles que têm sangramentos gengivais, ulcerações bucais e lesões nos tecidos epiteliais da boca ou oro-faringe, associados a uma má higiene bucal.

 HPV oral

A transmissão de doenças sexualmente transmissíveis pela realização do sexo oral, ocorre principalmente quando o parceiro tem feridas abertas na região genital, que são muitas vezes não percebidas. Pode-se também adquirir a infecção através do sexo oral se ele tem alguma lesão ou cortes na língua, gengivas ou na boca, também muitas vezes não percebidas. O risco de transmissão também pode aumentar devido a certas atividades realizadas antes ou depois do sexo oral. Estas incluem escovar os dentes, utilizar fio dental, mastigar alimentos ou qualquer tipo de trabalho odontológico realizado.

O relacionamento sexual seguro, sempre deve ser com preservativo e uma excelente higiene bucal, devemos ainda enfatizar que é fundamental uma excelente higiene bucal, por meio da escovação, utilização do fio dental corretamente e cremes dentais que contenham formulação anti-séptica, além de utilizar como co-adjuvantes enxaguatórios bucais com formulação anti-séptica sem álcool. Estes procedimentos citados são a melhor forma de prevenção das Doenças Bucais Sexualmente Transmissíveis.

Uma higiene eficaz corpórea e uma higiene bucal adequada são formas de evitar o estabelecimento de doenças por ulcerações e lesões do tecido epitelial; os controles periódicos em consultórios odontológicos e médicos; uma vida regrada sem o risco de sexo inseguro e com o mesmo parceiro/a.

A higiene bucal é condição indispensável para a manutenção da saúde bucal e todos os produtos que pudermos lançar mão para a não ulceração e para a promoção da saúde serão bem vindos. Os anti-sépticos bucais sem álcool e a base de clorhexidina são coadjuvantes no controle das infecções como as doenças periodontais, portanto, ajudam a evitar ulcerações e exposição de tecido conjuntivo. A higiene bucal é a forma mais simples, mais barata e segura de prevenção para inúmeras doenças, cuja porta de entrada é o meio bucal, principalmente quando ulcerado.

Não fique constrangido de perguntar, o anonimato é uma possiblidade, encie sua dúvida sem e-mail que respondo de forma pública aqui pelo blog, ou de forma direta. Esse é um assunto sério que muitas vezes não é conversado junto a seu dentista por constrangimento ou insegurança (o que é um tabu, mas...)
Um abraço


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Bruxismo = Estresse

"O bruxismo, hábito de apertar e ranger os dentes é comum em cerca de 15% das pessoas. Esses pacientes podem sofrer fortes dores de cabeça, desgaste dos dentes e distúrbios da articulação mandibular. As causas deste problema podem ser a tensão emocional e o fechamento inadequado da boca."

Estes sintomas são comuns durante o sono. Ranger os dentes à noite e apertá-los durante o dia, formam um problema progressivo onde o paciente perde os parâmetros e só percebe que tem bruxismo se prestar atenção na própria tensão muscular ou se alguém ouvir o ranger noturno. O diagnóstico geralmente é feito depois que surgem algumas complicações.



Causas

O bruxismo é associado ao estresse em 100% dos casos. Todos os pacientes com sintomas de bruxismo têm aumento da tensão emocional. Um alinhamento incorreto dos dentes e fechamento inadequado da boca está presente na maior parte dos casos, mas dificilmente são suficientes para causar o problema na ausência de um aumento da tensão.

A doença pode atingir qualquer pessoa, e é mais freqüente entre os 15 e 35 anos. É também mais freqüente nas mulheres do que nos homens.

Conseqüências

As dores de cabeça tensionais são comuns nos portadores de bruxismo. Elas surgem por contração excessiva dos músculos da mastigação, podendo atingir rosto, pescoço, ouvido e até ombros. O período crítico é pela manhã (se a contração predominar a noite) ou de tarde (se predominar de dia).




Outro problema decorrente do bruxismo é dor da articulação da mandíbula. Esta também pode sofrer estalos, travamento, restringir a abertura da boca e desviar para o lado ao abrir e fechar.

Também é freqüente a dor e o desgaste dos dentes. A dor é pior pela manhã e o desgaste pode chegar à gengiva. Em dentes mais frágeis, sejam eles cariados ou tratados, o ranger pode provocar a quebra. Traumas repetidos e inflamação da gengiva levam à perda do suporte ósseo dos dentes, que se tornam móveis.



Tratamento

O primeiro passo é reconhecer o problema. O dentista deve fazer um "check up" da boca e eliminar com aparelhos e desgastes seletivos dos dentes os pontos que impedem uma mordida perfeita. Mas isso não é tudo. Pessoas com bruxismo têm um termômetro psicológico na boca.



O melhor é perceber que o problema não vem do nada e tentar achar suas causas no dia-a-dia.

Um passo importante para tentar curar ou pelo menos diminuir o bruxismo é cortar a tensão psicológica. Isto pode ser feito através de esportes, ioga e exercícios de relaxamento. Já distúrbios psiquiátricos, como depressão e ansiedade, devem ser aliviados e medicados se necessário. A psicoterapia identifica e trata as dificuldades emocionais associadas ao bruxismo.

Fechar bem a boca também é outra forma de evitar o bruxismo. O fechamento deve ser perfeito. O mal contato entre os dentes de cima e de baixo leva a pontos de atrito que aumentam a tensão muscular. Próteses malfeitas como pontes e dentaduras devem ser trocadas. Os dentes precisam ser alinhados com aparelhos.

Outro método usado é o encaixe de placas de acrílico na arcada dental durante a noite. Estas distribuem a força muscular em todos os dentes e não apenas em um ou dois mal posicionados. Por último, o dentista deve fazer um ajuste fino do fechamento da boca.



É realizado um desgaste em lugares específicos de alguns dentes para encaixar a arcada dental superior na inferior sem nenhum ponto de atrito. A solução é procurar um bom dentista para indicar o tratamento.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Herpes Labial


O que é?

O herpes é uma infecção causada pelo Herpes simplex virus. O contato com o vírus ocorre geralmente na infância, mas muitas vezes a doença não se manifesta nesta época. O vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, se instala no organismo de forma latente, até que venha a ser reativado. 

A reativação do vírus pode ocorrer devido a diversos fatores desencadeantes, tais como: exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica. 


Algumas pessoas tem maior possibilidade de apresentar os sintomas do herpes. Outras, mesmo em contato com o vírus, nunca apresentam a doença, pois sua imunidade não permite o seu desenvolvimento. 

Manifestações clínicas

As localizações mais frequentes são os lábios e a região genital, mas o herpes pode aparecer em qualquer lugar da pele. 
Uma vez reativado, o herpes se apresenta da seguinte forma:
  • inicialmente pode haver coceira e ardência no local onde surgirão as lesões.
  • a seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas como num buquê sobre área avermelhada e inchada.
  • as bolhas rompem-se liberando líquido rico em vírus e formando uma ferida. É a fase de maior perigo de transmissão da doença.
  • a ferida começa a secar formando uma crosta que dará início à cicatrização.
  • a duração da doença é de cerca de 5 a 10 dias. 

Tratamento

Os seguintes cuidados devem ser tomados durante um surto de herpes:
  • o tratamento deve ser iniciado tão logo comecem os primeiros sintomas, assim o surto deverá ser de menor intensidade e duração;
  • evite furar as vesículas;
  • evite beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças se a localização for labial;
  • lave sempre bem as mãos após manipular as feridas pois a virose pode ser transmitida para outros locais de seu próprio corpo, especialmente as mucosas oculares, bucal e genital.

O tratamento deve ser orientado pelo seu médico ou dentista. É ele quem pode determinar os medicamentos mais indicados para o seu caso que, dependendo da intensidade, podem ser de uso local (na forma de cremes ou soluções) ou de uso via oral, na forma de comprimidos.
Quando as recidivas do herpes forem muito frequentes, a imunidade deve ser estimulada para combater o vírus. Os fenômenos desencadeantes devem ser evitados, procurando-se levar uma vida o mais saudável possível. 



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Boca Seca...ou xerostomia...

Todo mundo já sentiu a boca secar em momentos de medo, ansiedade ou de um mero nervosismo na hora de falar diante da multidão. Mas o que era para ser um quadro restrito a certas ocasiões está se tornando um problema cada vez mais freqüente na sociedade moderna.

Boca seca (xerostomia) significa que você não produz saliva o suficiente para manter sua boca úmida. Todos podemos ter a boca seca, vez ou outra, especialmente se estamos apreensivos, tristes ou sob estresse. Mas se você tem a boca seca sempre ou a maior parte do tempo, isto pode ser desconfortável, causando problemas de saúde mais sérios ou ainda indicar a existência de uma doença mais grave. Isto porque a saliva faz mais do que simplesmente manter a boca úmida - ela ajuda a digerir o alimento, proteger os dentes das cáries, prevenir infecções ao controlar as bactérias da boca e tornar possível a mastigação e a deglutição.






Pelo menos 3 em cada 10 pessoas sofrem de boca seca ou xerostomia, uma condição onde há pouca ou nenhuma saliva na boca. Para alguns, isto pode significar apenas um desconforto transitório causado por influências do dia a dia, uso de alguns tipos de medicamentos, uma situação estressante ou longos períodos de conversa. Mas para outros, isto pode ser um problema persistente, enfrentado diariamente. Nestes casos, a boca seca é geralmente o efeito colateral de condições sistêmicas mais sérias, incluindo Síndrome de Sjögren, artrite reumatóide ou HIV/AIDS. Tratamentos como quimioterapia ou radioterapia também podem resultar em condições severas de xerostomia.

A função da saliva não é apenas manter a boca úmida – ela torna possível a mastigação e a deglutição dos alimentos, ajudando na digestão. A saliva também age como um lubrificante, ajudando a proteger os dentes contra a cárie dental e prevenindo infecções, através do controle de bactérias e fungos na boca. Níveis insuficientes de saliva podem causar problemas incluindo:
- Dificuldade para mastigar, engolir, ou falar
- Mau hálito - também conhecido como halitose
- Cárie dental, erosão dental e doença gengival
- Lábios rachados
- Língua áspera, ressecada
- Feridas bucais e úlceras
- Sensação de queimação na boca
- Candidíase bucal
- Sono interrompido por causa da sede
- Problemas no uso de próteses dentárias
Geralmente, saliva é uma das coisas que não damos valor até o dia em que ficamos sem ela. A boca seca afeta pelo menos um terço dos adultos da população mundial. As glândulas salivares normais produzem cerca de 4 a 6 xícaras de saliva por dia, mas quando esta quantidade baixa significativamente, os sintomas de boca seca podem se desenvolver rapidamente. Os sintomas de xerostomia podem variar desde leve ressecamento até dor, ardência e queimação na boca. Algumas conseqüências comuns podem ser halitose, doença gengival e aumento da cárie dental.

As causas da xerostomia são numerosas mas, a causa mais comum desta disfunção salivar está associada ao uso de medicamentos de diferentes tipos. Existem mais de 400 medicamentos que podem induzir xerostomia, mas os mais comuns são medicações alérgicas, antidepressivos, calmantes, anti-hipertensivos e diuréticos. O uso excessivo de café também pode causar a boca seca. Outras causas são o envelhecimento, a desidratação e o uso de enxaguantes com álcool. Outras causas menos comuns são radioterapia de cabeça e pescoço, quimioterapia, pacientes com Síndrome de Sjögren, diabetes e outras doenças auto imunes.

Como a boca seca afeta o meu hálito
Xerostomia é uma causa muito comum de halitose e contribui para várias mudanças bucais. Em uma boca seca as bactérias se tornam mais concentradas na saliva e os Compostos Sulfurados Voláteis - CSV, que as bactérias produzem, tendem a evaporar mais facilmente no ar. Quando isto ocorre, o mau hálito fica mais forte e mais perceptível. Adicionalmente, o pH da boca fica alterado e predispõe a um meio ambiente favorável ao crescimento das bactérias anaeróbias.



TRATAMENTOS
A única maneira definitiva de curar a boca seca é tratando sua causa. Se o seu problema é resultado de medicação, seu médico poderá mudar sua prescrição ou dosagem. Se suas glândulas salivares não funcionam normalmente, mas ainda produzem alguma saliva, seu médico poderá lhe dar um medicamento que ajude as glândulas a funcionarem melhor.

Se a causa de sua boca estar seca não puder ser eliminada você poderá restaurar a umidade de sua boca de diversas maneiras. Seu dentista pode recomendar hidratantes bucais, como substitutos de saliva. Enxagües com soluções bucais especialmente formuladas para diminuir a secura também podem aliviar o problema. Você também pode:
  • Beber água ou bebidas sem açúcar com freqüência;
  • Evitar bebidas com cafeína, como café, chá ou alguns refrigerantes, que também podem causar a secura da boca;
  • Mascar gomas sem açúcar ou chupar balas duras sem açúcar para estimular o fluxo de saliva (se houver alguma glândula salivar funcionando);
  • Não utilizar tabaco ou álcool, que ressecam a boca;
  • Estar ciente de que alimentos condimentados ou salgados podem causar dor em uma boca seca
     
     
 E obviamente consultar o seu dentista para que ele ajude na busca de soluções para o seu sério problema...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mau Hálito: um problema sério


Cerca de 75% dos casos de halitose (mau hálito) têm sua origem em um problema bucal. Outras causas do mau hálito são os distúrbios gástricos, infecções nos seios [maxilares/paranasais] e doença gengival grave.


O sucesso do tratamento depende da determinação de sua causa. Tão logo o dentista determine a causa, o tratamento pode começar
.
O mau hálito pode ser causado por:
  • Fatores externos : alimentos, como cebola e alho, e bebidas, como café e álcool, e o fumo;
  • Má higiene bucal : quando a placa bacteriana e resíduos alimentares não são completamente removidos;

  • Enfermidade bucal : gengivite e doença periodontal;
  • Próteses totais ? formação da placa e acúmulo de resíduos nas próteses, que precisam ser limpas diariamente;
  • Amígdalas : as fendas (criptas) mais largas das amígdalas podem permitir que os resíduos se acumulem na área;
  • Infecções do aparelho respiratório: garganta, seios [paranasais] e pulmões;
  • Boca seca (xerostomia): que pode ser causada por problemas nas glândulas salivares, medicamentos, respiração pela boca, radioterapia e quimioterapia;
  • Doenças sistêmicas: diabetes, doenças renais/hepáticas, pulmonares e dos seios [maxilares/paranasais], distúrbios gastrintestinais;

Qual a relação entre doença bucal e doença sistêmica?


Pesquisas recentes sugerem que há uma relação entre doenças bucais e doenças sistêmicas (diabetes, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, infecções respiratórias, mal de Alzheimer) e outras enfermidades. Quando o tecido gengival se inflama dando origem à gengivite, mediadores inflamatórios chamados citocinas, presentes no tecido gengival, podem passar para a saliva e serem aspirados para dentro dos pulmões. As bactérias responsáveis pela periodontite também podem penetrar no sistema circulatório e deslocar-se até outras partes do corpo. As bactérias bucais podem causar infecções secundárias ou a inflamação de outros tecidos ou sistemas orgânicos do corpo.

Quem você deve consultar, se tiver mau hálito?

Se achar que a causa de seu mau hálito é a dieta alimentar, consulte um nutricionista. Ele poderá ajudá-lo a modificar sua dieta. Se o problema for má higiene bucal e você tiver gengivite, (inflamação da gengiva) ou periodontite (perda do osso que sustenta os dentes), consulte seu dentista e peça instruções sobre como melhorar a higiene bucal. Se o problema for infecção das amígdalas ou uma infecção respiratória, siga as recomendações de seu clínico geral ou de um especialista em ouvido, nariz e garganta (otorrinolaringologista) ou doenças do pulmão e trato respiratório (pneumologista).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Aftas Bucais...

Ou simplesmente aftas como são conhecidas...

São pequenas (nem sempre), mas incomodam muito. Ainda que se desconheça com exatidão as suas causas, sabe-se que o fator emocional influencia em sua aparição. Se bem existem técnicas naturais e farmacêuticas que aliviam a dor, se recomenda o diagnóstico profissional para descartar ou detectar a presença de patologias subjacentes das quais podem ser um dos sintomas.


As aftas são pequenas úlceras dolorosas que aparecem na mucosa da cavidade bucal. Seu aspecto é de uma mancha esbranquiçada redonda com uma auréola avermelhada ou não. É comum que se formem sobre o tecido macio, particularmente no interior do lábio ou da bochecha, sobre a língua ou no céu da boca e, raramente, na garganta.

As menores e brandas geralmente aparecem em grupos, e usualmente desaparecem em dez dias sem tratamento e não deixam seqüelas. As úlceras aftosas mais graves são menos comuns, demoram várias semanas para desaparecerem, necessitam tratamento e podem deixar cicatrizes.



Diferentes Tipos

Não se conhece com precisão a origem das úlceras orais. Podem ser provocadas por lesões, infecções, stress, certos alimentos, prédisposição genética e mudanças hormonais nas mulheres, mas, em sua maioria, são processos que não requerem nenhum tipo de estudo complementar.

São classificadas como:

- Primárias: quando o agente causador se encontra na boca. Por exemplo: medicamentos retidos na cavidade oral, radiações, antisépticos orais, substâncias cáusticas, próteses e restaurações mal adaptadas, balas e gomas de mascar, escovações, calor, frio, traumatismos, certos tipos de alimentos, vírus, bactérias, etc.


- Secundárias: quando causadas por reações tóxicas, alérgicas, e também por reações medicamentosas, doenças no sangue, carências vitamínicas, etc.


- Estomatite aftosa recorrente: este quadro requer um tratamento muitas vezes frustante. Está associada a quadros emocionais e de stress, ainda que sua causa seja desconhecida. Pode aparecer em qualquer idade, é mais freqüente nas mulheres e se reconhece uma certa predisposição hereditária.

É importante distingüir as aftas (necrose profunda) das bolhas do herpes (vesículas superficiais), assim como também das úlceras traumáticas provocadas por dentes mal posicionados, bordas cortantes de dentes cariados, próteses deterioradas e não adaptadas, que produzem constantes ulcerações da mucosa podendo derivar em degenerações cancerígenas.



O diagnóstico profissional

Dado que se trata de um problema freqüente que geralmente não apresenta complicações, mas que incomoda, muitas pessoas optam por deixar que o processo siga seu curso normal utilizando paliativos para aliviar a dor.
Consulte seu dentistao quando:

- aparecerem após tomar algum medicamento;
- não desaparecem depois de 14 dias, ou
- se forem muito dolorosas ou recorrentes.



É lógico que o tratamento depende da causa e que a causa deva ser investigada por um especialista, por meio de uma adequada história clínica e um completo exame físico do paciente. As aftas de origem secundária necessitam tratamento da causa específica.




Conselhos para previnir e aliviar à dor

Ainda que não haja uma cura definitiva para as aftas, já que podem reaparecer em pacientes com pré-disposição, recomenda-se certas medidas gerais tanto para prevenção como para aliviar à dor:

- Uma adequada higiene bucal (não agressiva).

- Alimentação com características suave, doce e fria ou morna. Os alimentos picantes e quentes acentuam a dor.

- Evitar as lesões das mucosas da boca: mastigando lentamente os alimentos, para não morder o interior dos lábios e bochechas.

- Usar enxagües orais e analgésicos, como a xilocaína viscosa.

- Em alguns casos, o especialista receita alguma pomada ou medicamento tópico (por exemplo, corticocosteróides) para aplicar diretamente nas aftas.

- Realizar uma consulta precoce ao dentista para que este possa investigar a etiologia do problema.

É isso espero ter ajudado...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Extrações dentária...

Muitas vezes indicamos a nossos pacientes que eles terão de efetuar extrações dentárias; ou seja; terá que ser efetuada a retirada de determinado(s) dente(s) por motivos diversos...
Essa notícia, normalmente é vista com maus olhos...a pergunta:"mas como em pleno ano de 2010 ainda se tiram dentes?"...
A imagem abaixo logo vem a cabeça daquele mais "medroso"...



Pois bem...
Melhorar os níveis de saúde através da diminuição do risco às doenças é uma estratégia econômica e sensata. Medidas preventivas básicas, conhecidas pela sua simplicidade e eficiência, como a prevenção de acidentes, o hábito da higiene bucal e um controle na ingestão de açúcar, podem reduzir a incidência de doenças na boca, evitando a perda dental. A extração de um, parte ou todos os dentes afeta a qualidade de vida das pessoas. 




Os dentes são importantes para uma boa alimentação, correta pronúncia das palavras, mastigação eficiente, convívio social e bem-estar. A mastigação é a função básica dos dentes, facilitando a digestão dos alimentos e, com isso, possibilitando um melhor aproveitamento das substâncias ingeridas. Outra importante função dos dentes é o desenvolvimento harmonioso dos maxilares e músculos, garantindo ao rosto uma feição normal, saudável e de boa aparência.

No entanto, durante a vida inúmeras situações e fatores levam algumas pessoas a necessitar de uma ou várias extrações dentais. 

Didaticamente dividimos as indicações de extração dental em seis grupos:

1 - Dentes mal posicionados ou retidos (dentro do osso) e que não podem
receber tratamento ortodôntico, como os dentes do siso (terceiros molares) e supranumerários.
2 - Dentes destruídos por cáries extensas, fraturas na raiz e problemas periodontais (mobilidade e perda óssea).
3 - Por motivo ortodôntico (falta de espaço na arcada dentária).
4 - Dentes com infecções persistentes após criterioso tratamento de canal (endodontia) ou cirurgia na raiz (apicectomia).
5 - Dentes de leite (decíduos) que estão atrapalhando a vinda (erupção) de dentes permanentes.
6 - Dentes associados com lesões patológicas, como cistos e tumores. 



Orientamos aos nossos Clientes que a cirurgia para remoção de um ou mais dentes é realizada em clima de muita tranqüilidade e segurança, técnica precisa,geralmente sem qualquer dor e em tempo operatório reduzido. Todos os Clientes recebem, antes da cirurgia, prescrição medicamentosa adequada para cada caso, em particular, e um roteiro por escrito com todas as orientações necessárias para um pós-operatório sem surpresas e calmo. O retorno ao consultrio no pós-operatório, faz-se necessário para reavaliação, higienização e remoção da sutura.

Hoje aquelas "imagens divertidas" que mostram dentistas "enlouquecidos" e de certa forma são divertidas:


Podem tranquilamente ser substituidas por imagens mais "light" mais "amigáveis"...
 
 
Voltando ao assunto podemos dizer que geralmente as pessoas operadas necessitam de um período de repouso que varia de um a três dias após a cirurgia. É evidente que até a alta completa do tratamento, as atividades físicas, banhos de sol e os excessos deverão ser evitados.

É fundamental salientar que após a extração de um dente permanente bem posicionado na arcada dentária, com exceção das indicações ortodônticas, será necessária a reabilitação do local. A melhor maneira de preencher o espaço sem dente é com a fixação de um implante dentário e prótese sobre este, o mais precocemente possível e, em algumas situações, até no mesmomomento da extração. Caso a opção seja em fixar o implante num segundo momento, confecciona-se uma prótese provisória para ser adaptada no local da extração e não aparentar uma perda dental no Cliente operado.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O que é um tratamento de canal?

O tratamento do canal da raiz dentária consiste na retirada da polpa do dente, que é um tecido encontrado em sua parte interna. Uma vez que a polpa foi danificada, infeccionada ou morta é removida, o espaço resultante deve ser limpo, preparado e preenchido. Este procedimento veda o canal. Alguns anos atrás, os dentes com polpas infeccionadas ou mortificadas eram extraídos. Hoje em dia, um tratamento de canal salva muitos dentes que de outra forma teriam sido perdidos.
Os casos mais comuns de polpa infeccionada ou morta são:

  • Dente quebrado
  •  Carie Profunda
  •  Dano ao dente, como um trauma forte, seja ele recente ou mais antigo.
Estando a polpa infeccionada ou morta, se não for tratada, pode se formar pus na ponta da raiz dentro do osso maxilar, formando um abcesso. O abcesso pode destruir o osso que circunda o dente, causando dor.

Como é tratado o canal?

O tratamento de canal é feito em várias etapas, realizadas em várias visitas ao consultório, dependendo do caso. São elas:
  • Primeiramente, é feita uma abertura na da parte posterior de um dente frontal ou na coroa de um dente posterior, molar ou pré-molar.
  • Em seguida a polpa infeccionada é removida (pulpectomia), o espaço pulpar e os canais são esvaziados, alargados e limados, em preparação para o seu preenchimento.
  • Se mais de uma visita for necessária, uma restauração temporária é colocada na abertura da coroa, a fim de proteger o dente no intervalo das visitas.
  • A restauração temporária é removida e a cavidade da polpa e canal são preenchidos permanentemente. Um material em forma de cone (flexível) é inserido em cada um dos canais e geralmente selado em posição com um cimento apropriado. Algumas vezes um pino de plástico ou metal é colocado no canal para se conseguir maior resistência.
  • Na etapa final, uma coroa é geralmente colocada sobre o dente para restaurar seu formato e lhe conferir uma aparência natural. Se o dente estiver fraturado ou muito destruído pode ser necessário colocar um pino cimentado no canal antes da confecção da coroa.


Qual a durabilidade de um dente restaurado?

Os dentes restaurados podem durar a vida toda quando tratados adequadamente. Devido ao fato de ainda ser possível o aparecimento de cárie em um dente tratado, uma boa higiene bucal e exames dentários regulares se fazem necessários, a fim de evitar problemas futuros.
Como não há mais uma polpa viva que mantenha o dente hidratado, os dentes com raiz tratada podem se tornar quebradiços e mais sujeitos à fratura. Este é um importante aspecto a ser levado em conta quando for optar entre uma  coroa ou restauração após o tratamento de canal.
Para se determinar o sucesso ou fracasso do tratamento de canal, o método mais confiável é comparar novas radiografias com aquelas tiradas antes do tratamento. Esta comparação mostrará se o osso continua sendo destruído ou se está sendo regenerado.