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domingo, 24 de julho de 2011

Dores de Cabeça? Procure seu dentista!!!

Quantas e quantas pessoas chegam em meu consultório em busca da solução de suas dores de cabeça...mas voces podem estar se perguntando o que um dentista poderá fazer por isso?
Digo a voces que dessa procura a grande maioria vem indicada pelo seu médico neurologista!!!
Deixe-me explicar temos em nosso sistema mastigatorio um complexo sistema envolvendo dentes, musculos e articulações. Quando a situação tem equilibrio, é normal, tudo bem o problema todo ocorre quando algum desses elementos está em desalinho aí literalmente acaba sobrando para o paciente que tem sua inervação pressionada, alterada e logo apresenta dores de cabeça bem intensas. 


O problema todo estará normalmente na articulação temporo mandibular, essa articulação situa-se logo à frente do ouvido e é responsável pelos movimentos executados pela mandíbula, mas também podemos ter dores que são relacionadas aos músculos ou quem sabe nos dentes....só um dentista poderá diagnosticar e tratar...



Qual é a principal característica de um paciente que tem problemas de ATM?
O principal indicativo de uma alteração na ATM são estalos na região de ouvido, normalmente acompanhado de dor que se manifesta na cabeça, face, pescoço, olhos e dentes. A ausência de dor não é sinal de normalidade. O estalido (clique), por si só, já traduz problemas nas ATMs.

Quais as principais causas dos problemas de ATMs?
Toda e qualquer doença necessita de mais de um fator para a sua ocorrência. O fator principal deve ser acompanhado dos fatores que contribuem, modificam ou perpetuam a doença. No caso da disfunção das ATMs, acredita-se que o fator principal seja a maloclusão (relacionamento inadequado entre os dentes da maxila e mandíbula), sendo o “stress”, os hábitos parafuncionais e algumas doenças sistêmicas ou hormonais capazes de contribuir, modificar ou perpetuar o seu aparecimento. Contudo, sabe-se que a ordem dos fatores principais e secundários pode alterar-se, havendo diferentes pesos no julgamento de quem é o agente iniciador da disfunção.
Aquele paciente com sono agitado ou com muito stress sempre pode ser mais acometido por esse problema, pois nem dormindo seu sistema mastigatório relaxa; é mais ou menos como ficar na academia dia e noite...o que irá sobrar do seu joelho, por exemplo.



Por que acontece o estalido (clique) nas ATMs?
Entre as faces articulares dos ossos que compõem as ATMs (osso temporal e côndilo da mandíbula), existe uma estrutura fibrocartilaginosa chamada disco articular, cujas principais funções são amortecer e amoldar as superfícies ósseas incongruentes da articulação, evitando traumas e desgastes prematuros. Quando o disco articular se desloca de sua posição fisiológica, acontece o estalido (clique), notado nos movimentos mandibulares, tais como: falar, mastigar, cantar, bocejar etc.

Por que o problema de ATM pode causar dor de cabeça?
As dores de cabeça provenientes das disfunções de ATM, em geral, não são propriamente de cabeça: são dores nos músculos que envolvem a cabeça. Posições posturais viciosas, relacionamento dental inadequado, apertamento e/ou ranger de dentes, associados ao “stress”, normalmente culminam em quadros crônicos de dores nos músculos da face, da cabeça e do pescoço.


Por que o problema de ATM pode causar dor de ouvido?
A proximidade entre a ATM e o ouvido pode ocasionalmente confundir o paciente sobre o local de origem da dor. Na realidade, a dor de ouvido é diferente da dor de ATM. Como diagnóstico diferencial, as disfunções das ATMs não manifestam febre, não eliminam secreção pelos ouvidos e não são acompanhadas por quadros infecciosos das vias aéreas superiores. Existe relação entre dentes e ATM?Sim. O “encaixe dental” (oclusão) é responsável pela posição do côndilo (cabeça da mandíbula) dentro da articulação. Ocluir os dentes mais para a frente, para trás ou para os lados traz conseqüências para as ATMs. O ideal é que a oclusão tenha um relacionamento adequado, para manter côndilo e disco articular harmônicos e bem posicionados entre si, a fim de que a articulação seja saudável.

Qual é o tratamento indicado?
O tratamento é multi-fatorial. Depende do estágio da disfunção e principais causas. O Cirurgião-Dentista deve estar habilitado para detectar e tratar da DTM
Mas muitas vezes placa de bruxismos ou placa miorelaxantes podemauxiliar no diagnostico e tratamento, claro que somados ao tratamento do stress, alinhamento dentário com próteses e ortodontia (aparelhos), fisioterapia, psicoterapia, prática de esportes e etc.
Quais são as conseqüências do não-tratamento?
A disfunção temporomandibular é uma doença que, depois de instalada, é quase sempre progressiva. O que não se consegue determinar com exatidão é a sua velocidade de progressão e as suas conseqüências. Portanto, o ideal é o tratamento precoce, que certamente proporciona melhores soluções e resultados.
O desgaste acentuado dos dentes é um problema muitas vezes bem visivel e demonstra a agressividade da doença
O que é o bruxismo?
Bruxismo é o apertamento ou rangido dos dentes, que pode ocorrer enquanto o indivíduo está acordado ou dormindo. É uma atividade danosa ao sistema mastigatório, pois pode gerar desgaste dos dentes ou dor muscular, entre outros problemas. Indivíduos com dentes desgastados, portanto, necessitam de uma avaliação para verificar se possuem quadro de bruxismo ativo e se há necessidade de tratamento. É importante ressaltar que alguns medicamentos podem induzir ou agravar essa situação.



E todos esses problemas são permanente?
Essa condição é episódica e pode ocorrer em fases de estresse ou após algum evento físico (como um trauma) ou emocional. É fundamental, entretanto, que o paciente procure por tratamento para que a dor não se torne crônica (de longa duração), o que torna o tratamento muito mais difícil.

Espero ter ajudado a resolver o problema, mas me coloco a disposição para ajudá-los no que for possível em meu consultório ou de forma virtual.
Um abraço

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sensibilidade dentária...

Sensibilidade dentária é uma mal que afeta grande parte da população mundial; ela pode ser causada por presença de cárie, retração gengival. trauma oclusal, dentes trincados enfim uma série de fatores que somente o cirurgião dentista consegue identificar e tratar.
Quantas vezes sentimos essa sensação desagradável?



A causa mais comum desta sensibilidade na pessoa adulta é a exposição da raiz dos dentes na área cervical, ou colo, devido à retração gengival. Como a raiz não está coberta pelo esmalte, milhares de canalículos que vão do centro do dente e levam o feixe nervoso da polpa até a superfície ficam expostos e acusam a dor. Quando o calor, frio ou pressão afeta esses canalículos, você sente dor. Ignorar os dentes sensíveis pode levar a outros problemas de saúde bucal. Especialmente se a dor fizer com que você não escove bem seus dentes, tornando-os vulneráveis às cáries e doenças gengivais.

Quantos de voces lendo esse artigo não se arrepia só olhando essa foto?





  Se você sentir uma sensação dolorosa em seus dentes após tomar bebidas ou comer comidas quentes ou frias, seus dentes são sensíveis. Mas não é só você que sente isto. É um problema que afeta um em cada quatro adultos, às vezes de forma não permanente.
Muito mais importante que entender o mecanismo desse processo de sensibilidade é saber como diagnosticar a causa e tratar e isso somente um profissional devidamente habilitado é capaz.


  
A sensibilidade dos dentes geralmente pode ser tratada e curada. Seu dentista pode prescrever flúor em gel ou um enxagüante bucal com flúor. Você também pode tentar cremes dentais de baixa abrasividade com formulações feitas especialmente para dentes sensíveis. Ou ainda utilizar de tratamentos em consultório dentário que ajudaram no tratamento desse mal.
Pergunte ao seu dentista quais são os produtos mais adequados para o seu problema de sensibilidade. Tenha cuidado com a escovação e evite que seus dentes se desgastem ainda mais. Uma escovação muito forte, uma prótese parcial com grampos e aparelhos muito apertados e justos podem também levar à abrasão.




Um grande abraço a todos vocês

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sexo e boca

Então,
Assunto sério, delicado... porém penso ser importante conversar de forma direta com os leitores desse blog.

Tabus e preconceitos só servem para arraigar problemas e difundir a doença. Sejamos sinceros e vamos descer de nosso isolamento, pois mesmo que discordemos podemos ter filhos e amigos sem a informação e passá-las pode aliviar muita dor de cabeça!!!



A boca e o sexo estão diretamente relacionados, o beijo, o sexo oral são práticas comuns e constantes em qualquer relação.

Portanto devemos que risco corremos, e como nos prevenir deles.


Ao contrário do que muita gente pensa, sexo oral também é um caminho para contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). E em alguns casos, uma DST oral pode ser até mais difícil de diagnosticar e tratar. O cirurgião-dentista pode reconhecer os sintomas orais de uma DST e instruir o paciente a procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico.

O singelo beijo não é tão inocente assim; nas festas muitas pessoas gostam de “ficar” com o maior número de parceiros casuais possível. Porém, este comportamento atual é considerado de alto risco pela promiscuidade inerente. Existem vários tipos de doenças potencialmente transmissíveis pelo beijo.
A mononucleose (doença do beijo), cárie, gengivite, candidíase (sapinho), herpes labial, tuberculose, hepatite e até as doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis e a gonorréia podem passar de um “ficante” a outro.



Para não ter surpresas desagradáveis pós-balada, recomenda-se cuidar bem da higiene bucal e visitar regularmente o dentista. Um exame clínico de rotina é capaz de identificar os primeiros sintomas das manifestações bucal de doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo.

O relacionamento sexual oral sem preservativo (camisinha), mesmo entre pessoas normais, pode sempre vir a trazer alguma alteração na flora bacteriana, tanto bucal como genital. Essa condição é possibilitada pela troca dos fluidos e microrganismos salivar e genital, podendo os microrganismos de uma cavidade agir patologicamente em outra cavidade de nosso organismo, gerando alguns desequilíbrios das bactérias locais, essas alterações tendem normalmente a se auto-regular sem necessidade de antibióticos. 



Você pode adquirir inúmeras doenças sexualmente transmissíveis – (DSTs) pelo sexo oral, caso você tenha algum sangramento gengival, aftas ou quaisquer lesões na boca, que acabe entrando em contato com uma pessoa que seja portadora da doença e que tenha também qualquer pequena ulceração também ou sangramento.

As doenças sexualmente transmissíveis mais freqüentemente transmitidas ou adquiridas na boca são: Herpes, HPV, Sífilis, AIDS, Gonorréia, Cancro Mole, Candidíase; Uretrites, porém podemos considerar que em certos casos, as Hepatites A, B, C podem ser transmitidas pelas relações sexuais, assim com, gripes, hanseníases (saliva e secreções), etc, portanto, poderíamos considerá-las como Doenças Sexualmente Transmissíveis – DSTs de certa forma.

Atualmente, ainda são os homens que detém a maior prevalência de doenças sexualmente transmissíveis, mas as mulheres a cada dia vêm apresentando maior freqüência. Isto não se deve a susceptibilidade e sim a um maior comportamento de risco em relacionamentos sexuais em ambos os sexos, independente da profissão e classe social e cultural.

O contágio ou infecção se dá por contato sexual direto, por meio das relações bucais, também conhecidas como sexo oral ou ainda pelo beijo, ou seja, por relacionamentos sexuais buco-genitais, buco-anais e buco-genito-anais, como também podem ocorrer tão somente pelas relações buco-bucais. São mais susceptíveis aqueles que têm sangramentos gengivais, ulcerações bucais e lesões nos tecidos epiteliais da boca ou oro-faringe, associados a uma má higiene bucal.

 HPV oral

A transmissão de doenças sexualmente transmissíveis pela realização do sexo oral, ocorre principalmente quando o parceiro tem feridas abertas na região genital, que são muitas vezes não percebidas. Pode-se também adquirir a infecção através do sexo oral se ele tem alguma lesão ou cortes na língua, gengivas ou na boca, também muitas vezes não percebidas. O risco de transmissão também pode aumentar devido a certas atividades realizadas antes ou depois do sexo oral. Estas incluem escovar os dentes, utilizar fio dental, mastigar alimentos ou qualquer tipo de trabalho odontológico realizado.

O relacionamento sexual seguro, sempre deve ser com preservativo e uma excelente higiene bucal, devemos ainda enfatizar que é fundamental uma excelente higiene bucal, por meio da escovação, utilização do fio dental corretamente e cremes dentais que contenham formulação anti-séptica, além de utilizar como co-adjuvantes enxaguatórios bucais com formulação anti-séptica sem álcool. Estes procedimentos citados são a melhor forma de prevenção das Doenças Bucais Sexualmente Transmissíveis.

Uma higiene eficaz corpórea e uma higiene bucal adequada são formas de evitar o estabelecimento de doenças por ulcerações e lesões do tecido epitelial; os controles periódicos em consultórios odontológicos e médicos; uma vida regrada sem o risco de sexo inseguro e com o mesmo parceiro/a.

A higiene bucal é condição indispensável para a manutenção da saúde bucal e todos os produtos que pudermos lançar mão para a não ulceração e para a promoção da saúde serão bem vindos. Os anti-sépticos bucais sem álcool e a base de clorhexidina são coadjuvantes no controle das infecções como as doenças periodontais, portanto, ajudam a evitar ulcerações e exposição de tecido conjuntivo. A higiene bucal é a forma mais simples, mais barata e segura de prevenção para inúmeras doenças, cuja porta de entrada é o meio bucal, principalmente quando ulcerado.

Não fique constrangido de perguntar, o anonimato é uma possiblidade, encie sua dúvida sem e-mail que respondo de forma pública aqui pelo blog, ou de forma direta. Esse é um assunto sério que muitas vezes não é conversado junto a seu dentista por constrangimento ou insegurança (o que é um tabu, mas...)
Um abraço


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Bruxismo = Estresse

"O bruxismo, hábito de apertar e ranger os dentes é comum em cerca de 15% das pessoas. Esses pacientes podem sofrer fortes dores de cabeça, desgaste dos dentes e distúrbios da articulação mandibular. As causas deste problema podem ser a tensão emocional e o fechamento inadequado da boca."

Estes sintomas são comuns durante o sono. Ranger os dentes à noite e apertá-los durante o dia, formam um problema progressivo onde o paciente perde os parâmetros e só percebe que tem bruxismo se prestar atenção na própria tensão muscular ou se alguém ouvir o ranger noturno. O diagnóstico geralmente é feito depois que surgem algumas complicações.



Causas

O bruxismo é associado ao estresse em 100% dos casos. Todos os pacientes com sintomas de bruxismo têm aumento da tensão emocional. Um alinhamento incorreto dos dentes e fechamento inadequado da boca está presente na maior parte dos casos, mas dificilmente são suficientes para causar o problema na ausência de um aumento da tensão.

A doença pode atingir qualquer pessoa, e é mais freqüente entre os 15 e 35 anos. É também mais freqüente nas mulheres do que nos homens.

Conseqüências

As dores de cabeça tensionais são comuns nos portadores de bruxismo. Elas surgem por contração excessiva dos músculos da mastigação, podendo atingir rosto, pescoço, ouvido e até ombros. O período crítico é pela manhã (se a contração predominar a noite) ou de tarde (se predominar de dia).




Outro problema decorrente do bruxismo é dor da articulação da mandíbula. Esta também pode sofrer estalos, travamento, restringir a abertura da boca e desviar para o lado ao abrir e fechar.

Também é freqüente a dor e o desgaste dos dentes. A dor é pior pela manhã e o desgaste pode chegar à gengiva. Em dentes mais frágeis, sejam eles cariados ou tratados, o ranger pode provocar a quebra. Traumas repetidos e inflamação da gengiva levam à perda do suporte ósseo dos dentes, que se tornam móveis.



Tratamento

O primeiro passo é reconhecer o problema. O dentista deve fazer um "check up" da boca e eliminar com aparelhos e desgastes seletivos dos dentes os pontos que impedem uma mordida perfeita. Mas isso não é tudo. Pessoas com bruxismo têm um termômetro psicológico na boca.



O melhor é perceber que o problema não vem do nada e tentar achar suas causas no dia-a-dia.

Um passo importante para tentar curar ou pelo menos diminuir o bruxismo é cortar a tensão psicológica. Isto pode ser feito através de esportes, ioga e exercícios de relaxamento. Já distúrbios psiquiátricos, como depressão e ansiedade, devem ser aliviados e medicados se necessário. A psicoterapia identifica e trata as dificuldades emocionais associadas ao bruxismo.

Fechar bem a boca também é outra forma de evitar o bruxismo. O fechamento deve ser perfeito. O mal contato entre os dentes de cima e de baixo leva a pontos de atrito que aumentam a tensão muscular. Próteses malfeitas como pontes e dentaduras devem ser trocadas. Os dentes precisam ser alinhados com aparelhos.

Outro método usado é o encaixe de placas de acrílico na arcada dental durante a noite. Estas distribuem a força muscular em todos os dentes e não apenas em um ou dois mal posicionados. Por último, o dentista deve fazer um ajuste fino do fechamento da boca.



É realizado um desgaste em lugares específicos de alguns dentes para encaixar a arcada dental superior na inferior sem nenhum ponto de atrito. A solução é procurar um bom dentista para indicar o tratamento.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Herpes Labial


O que é?

O herpes é uma infecção causada pelo Herpes simplex virus. O contato com o vírus ocorre geralmente na infância, mas muitas vezes a doença não se manifesta nesta época. O vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, se instala no organismo de forma latente, até que venha a ser reativado. 

A reativação do vírus pode ocorrer devido a diversos fatores desencadeantes, tais como: exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica. 


Algumas pessoas tem maior possibilidade de apresentar os sintomas do herpes. Outras, mesmo em contato com o vírus, nunca apresentam a doença, pois sua imunidade não permite o seu desenvolvimento. 

Manifestações clínicas

As localizações mais frequentes são os lábios e a região genital, mas o herpes pode aparecer em qualquer lugar da pele. 
Uma vez reativado, o herpes se apresenta da seguinte forma:
  • inicialmente pode haver coceira e ardência no local onde surgirão as lesões.
  • a seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas como num buquê sobre área avermelhada e inchada.
  • as bolhas rompem-se liberando líquido rico em vírus e formando uma ferida. É a fase de maior perigo de transmissão da doença.
  • a ferida começa a secar formando uma crosta que dará início à cicatrização.
  • a duração da doença é de cerca de 5 a 10 dias. 

Tratamento

Os seguintes cuidados devem ser tomados durante um surto de herpes:
  • o tratamento deve ser iniciado tão logo comecem os primeiros sintomas, assim o surto deverá ser de menor intensidade e duração;
  • evite furar as vesículas;
  • evite beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças se a localização for labial;
  • lave sempre bem as mãos após manipular as feridas pois a virose pode ser transmitida para outros locais de seu próprio corpo, especialmente as mucosas oculares, bucal e genital.

O tratamento deve ser orientado pelo seu médico ou dentista. É ele quem pode determinar os medicamentos mais indicados para o seu caso que, dependendo da intensidade, podem ser de uso local (na forma de cremes ou soluções) ou de uso via oral, na forma de comprimidos.
Quando as recidivas do herpes forem muito frequentes, a imunidade deve ser estimulada para combater o vírus. Os fenômenos desencadeantes devem ser evitados, procurando-se levar uma vida o mais saudável possível. 



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Boca Seca...ou xerostomia...

Todo mundo já sentiu a boca secar em momentos de medo, ansiedade ou de um mero nervosismo na hora de falar diante da multidão. Mas o que era para ser um quadro restrito a certas ocasiões está se tornando um problema cada vez mais freqüente na sociedade moderna.

Boca seca (xerostomia) significa que você não produz saliva o suficiente para manter sua boca úmida. Todos podemos ter a boca seca, vez ou outra, especialmente se estamos apreensivos, tristes ou sob estresse. Mas se você tem a boca seca sempre ou a maior parte do tempo, isto pode ser desconfortável, causando problemas de saúde mais sérios ou ainda indicar a existência de uma doença mais grave. Isto porque a saliva faz mais do que simplesmente manter a boca úmida - ela ajuda a digerir o alimento, proteger os dentes das cáries, prevenir infecções ao controlar as bactérias da boca e tornar possível a mastigação e a deglutição.






Pelo menos 3 em cada 10 pessoas sofrem de boca seca ou xerostomia, uma condição onde há pouca ou nenhuma saliva na boca. Para alguns, isto pode significar apenas um desconforto transitório causado por influências do dia a dia, uso de alguns tipos de medicamentos, uma situação estressante ou longos períodos de conversa. Mas para outros, isto pode ser um problema persistente, enfrentado diariamente. Nestes casos, a boca seca é geralmente o efeito colateral de condições sistêmicas mais sérias, incluindo Síndrome de Sjögren, artrite reumatóide ou HIV/AIDS. Tratamentos como quimioterapia ou radioterapia também podem resultar em condições severas de xerostomia.

A função da saliva não é apenas manter a boca úmida – ela torna possível a mastigação e a deglutição dos alimentos, ajudando na digestão. A saliva também age como um lubrificante, ajudando a proteger os dentes contra a cárie dental e prevenindo infecções, através do controle de bactérias e fungos na boca. Níveis insuficientes de saliva podem causar problemas incluindo:
- Dificuldade para mastigar, engolir, ou falar
- Mau hálito - também conhecido como halitose
- Cárie dental, erosão dental e doença gengival
- Lábios rachados
- Língua áspera, ressecada
- Feridas bucais e úlceras
- Sensação de queimação na boca
- Candidíase bucal
- Sono interrompido por causa da sede
- Problemas no uso de próteses dentárias
Geralmente, saliva é uma das coisas que não damos valor até o dia em que ficamos sem ela. A boca seca afeta pelo menos um terço dos adultos da população mundial. As glândulas salivares normais produzem cerca de 4 a 6 xícaras de saliva por dia, mas quando esta quantidade baixa significativamente, os sintomas de boca seca podem se desenvolver rapidamente. Os sintomas de xerostomia podem variar desde leve ressecamento até dor, ardência e queimação na boca. Algumas conseqüências comuns podem ser halitose, doença gengival e aumento da cárie dental.

As causas da xerostomia são numerosas mas, a causa mais comum desta disfunção salivar está associada ao uso de medicamentos de diferentes tipos. Existem mais de 400 medicamentos que podem induzir xerostomia, mas os mais comuns são medicações alérgicas, antidepressivos, calmantes, anti-hipertensivos e diuréticos. O uso excessivo de café também pode causar a boca seca. Outras causas são o envelhecimento, a desidratação e o uso de enxaguantes com álcool. Outras causas menos comuns são radioterapia de cabeça e pescoço, quimioterapia, pacientes com Síndrome de Sjögren, diabetes e outras doenças auto imunes.

Como a boca seca afeta o meu hálito
Xerostomia é uma causa muito comum de halitose e contribui para várias mudanças bucais. Em uma boca seca as bactérias se tornam mais concentradas na saliva e os Compostos Sulfurados Voláteis - CSV, que as bactérias produzem, tendem a evaporar mais facilmente no ar. Quando isto ocorre, o mau hálito fica mais forte e mais perceptível. Adicionalmente, o pH da boca fica alterado e predispõe a um meio ambiente favorável ao crescimento das bactérias anaeróbias.



TRATAMENTOS
A única maneira definitiva de curar a boca seca é tratando sua causa. Se o seu problema é resultado de medicação, seu médico poderá mudar sua prescrição ou dosagem. Se suas glândulas salivares não funcionam normalmente, mas ainda produzem alguma saliva, seu médico poderá lhe dar um medicamento que ajude as glândulas a funcionarem melhor.

Se a causa de sua boca estar seca não puder ser eliminada você poderá restaurar a umidade de sua boca de diversas maneiras. Seu dentista pode recomendar hidratantes bucais, como substitutos de saliva. Enxagües com soluções bucais especialmente formuladas para diminuir a secura também podem aliviar o problema. Você também pode:
  • Beber água ou bebidas sem açúcar com freqüência;
  • Evitar bebidas com cafeína, como café, chá ou alguns refrigerantes, que também podem causar a secura da boca;
  • Mascar gomas sem açúcar ou chupar balas duras sem açúcar para estimular o fluxo de saliva (se houver alguma glândula salivar funcionando);
  • Não utilizar tabaco ou álcool, que ressecam a boca;
  • Estar ciente de que alimentos condimentados ou salgados podem causar dor em uma boca seca
     
     
 E obviamente consultar o seu dentista para que ele ajude na busca de soluções para o seu sério problema...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mau Hálito: um problema sério


Cerca de 75% dos casos de halitose (mau hálito) têm sua origem em um problema bucal. Outras causas do mau hálito são os distúrbios gástricos, infecções nos seios [maxilares/paranasais] e doença gengival grave.


O sucesso do tratamento depende da determinação de sua causa. Tão logo o dentista determine a causa, o tratamento pode começar
.
O mau hálito pode ser causado por:
  • Fatores externos : alimentos, como cebola e alho, e bebidas, como café e álcool, e o fumo;
  • Má higiene bucal : quando a placa bacteriana e resíduos alimentares não são completamente removidos;

  • Enfermidade bucal : gengivite e doença periodontal;
  • Próteses totais ? formação da placa e acúmulo de resíduos nas próteses, que precisam ser limpas diariamente;
  • Amígdalas : as fendas (criptas) mais largas das amígdalas podem permitir que os resíduos se acumulem na área;
  • Infecções do aparelho respiratório: garganta, seios [paranasais] e pulmões;
  • Boca seca (xerostomia): que pode ser causada por problemas nas glândulas salivares, medicamentos, respiração pela boca, radioterapia e quimioterapia;
  • Doenças sistêmicas: diabetes, doenças renais/hepáticas, pulmonares e dos seios [maxilares/paranasais], distúrbios gastrintestinais;

Qual a relação entre doença bucal e doença sistêmica?


Pesquisas recentes sugerem que há uma relação entre doenças bucais e doenças sistêmicas (diabetes, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, infecções respiratórias, mal de Alzheimer) e outras enfermidades. Quando o tecido gengival se inflama dando origem à gengivite, mediadores inflamatórios chamados citocinas, presentes no tecido gengival, podem passar para a saliva e serem aspirados para dentro dos pulmões. As bactérias responsáveis pela periodontite também podem penetrar no sistema circulatório e deslocar-se até outras partes do corpo. As bactérias bucais podem causar infecções secundárias ou a inflamação de outros tecidos ou sistemas orgânicos do corpo.

Quem você deve consultar, se tiver mau hálito?

Se achar que a causa de seu mau hálito é a dieta alimentar, consulte um nutricionista. Ele poderá ajudá-lo a modificar sua dieta. Se o problema for má higiene bucal e você tiver gengivite, (inflamação da gengiva) ou periodontite (perda do osso que sustenta os dentes), consulte seu dentista e peça instruções sobre como melhorar a higiene bucal. Se o problema for infecção das amígdalas ou uma infecção respiratória, siga as recomendações de seu clínico geral ou de um especialista em ouvido, nariz e garganta (otorrinolaringologista) ou doenças do pulmão e trato respiratório (pneumologista).

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O que é um tratamento de canal?

O tratamento do canal da raiz dentária consiste na retirada da polpa do dente, que é um tecido encontrado em sua parte interna. Uma vez que a polpa foi danificada, infeccionada ou morta é removida, o espaço resultante deve ser limpo, preparado e preenchido. Este procedimento veda o canal. Alguns anos atrás, os dentes com polpas infeccionadas ou mortificadas eram extraídos. Hoje em dia, um tratamento de canal salva muitos dentes que de outra forma teriam sido perdidos.
Os casos mais comuns de polpa infeccionada ou morta são:

  • Dente quebrado
  •  Carie Profunda
  •  Dano ao dente, como um trauma forte, seja ele recente ou mais antigo.
Estando a polpa infeccionada ou morta, se não for tratada, pode se formar pus na ponta da raiz dentro do osso maxilar, formando um abcesso. O abcesso pode destruir o osso que circunda o dente, causando dor.

Como é tratado o canal?

O tratamento de canal é feito em várias etapas, realizadas em várias visitas ao consultório, dependendo do caso. São elas:
  • Primeiramente, é feita uma abertura na da parte posterior de um dente frontal ou na coroa de um dente posterior, molar ou pré-molar.
  • Em seguida a polpa infeccionada é removida (pulpectomia), o espaço pulpar e os canais são esvaziados, alargados e limados, em preparação para o seu preenchimento.
  • Se mais de uma visita for necessária, uma restauração temporária é colocada na abertura da coroa, a fim de proteger o dente no intervalo das visitas.
  • A restauração temporária é removida e a cavidade da polpa e canal são preenchidos permanentemente. Um material em forma de cone (flexível) é inserido em cada um dos canais e geralmente selado em posição com um cimento apropriado. Algumas vezes um pino de plástico ou metal é colocado no canal para se conseguir maior resistência.
  • Na etapa final, uma coroa é geralmente colocada sobre o dente para restaurar seu formato e lhe conferir uma aparência natural. Se o dente estiver fraturado ou muito destruído pode ser necessário colocar um pino cimentado no canal antes da confecção da coroa.


Qual a durabilidade de um dente restaurado?

Os dentes restaurados podem durar a vida toda quando tratados adequadamente. Devido ao fato de ainda ser possível o aparecimento de cárie em um dente tratado, uma boa higiene bucal e exames dentários regulares se fazem necessários, a fim de evitar problemas futuros.
Como não há mais uma polpa viva que mantenha o dente hidratado, os dentes com raiz tratada podem se tornar quebradiços e mais sujeitos à fratura. Este é um importante aspecto a ser levado em conta quando for optar entre uma  coroa ou restauração após o tratamento de canal.
Para se determinar o sucesso ou fracasso do tratamento de canal, o método mais confiável é comparar novas radiografias com aquelas tiradas antes do tratamento. Esta comparação mostrará se o osso continua sendo destruído ou se está sendo regenerado.


segunda-feira, 3 de maio de 2010

E a gengiva?

Bom penso que para os pacientes a maior preocupação seja realmente os dentes... brancos, harmônicos, alinhados...esse é o maior desejo, mas e as gengivas estão bem cuidadas?
Que adianta construir um castelo sobre uma estrutura comprometida...é mais ou menos iss que fazemos quando buscamos estética, reconstruções dentárias e nos descuidamos da nossa saúde gengival...

As gengivas são acometidas assim como o dente é pelas cáries, por uma doença implacável que é a Gengivite e em seu estágio mais avançado a periodontite...

O auto diagnóstico é muito importante, olhar sua gengiva e saber que se elas estão firmes e de contorno harmônico. Não mostram inchaço e nem sangram durante a escovação e/ou uso do fio dental. Isso é sinal de saúde..


Por outro lado podemos estar com doença periodontal se apresentarmos uma gengiva com sangramento, dentes com alterações na posição , mobilidade dentária, retrações gengivais, retenções de alimento, inchaço etc. 



A doença periodontal ou periodontite é o comprometimento dos tecidos periodontais pelo processo inflamatório, que leva à reabsorção do osso que está ao redor das raízes dos dentes, enquanto que, na gengivite, não há alteração óssea, pois a inflamação só atinge a gengiva. 

A causa principal é a placa bacteriana aderida ao dente , porém algumas alterações na gengiva podem estar associadas a causas hormonais, uso de alguns medicamentos, queda de resistência etc. 

A placa bacteriana endurece ou se mineraliza, formando cálculos/tártaros também de localização supragengival e subgengival. Sobre o cálculo, normalmente encontra-se placa bacteriana não mineralizada. Por ser uma massa consistente e fortemente aderida, o cálculo só pode ser removido com raspagem profissional.
O cálculo supragengival é facilmente visualizado. Geralmente é branco-amarelado; mas, podem escurecer com o tempo e com a exposição de corantes e tabaco.



Em situações mais graves o paciente apresentará mau hálito (halitose) além de poder perder elementos dentários (e observem que estamos falando no plural...


   
Contudo o tratamento não é tão elaborado, nem tão dispendioso...
Temos abaixo um protocolo de trabalho para tratarmos e controlarmos as doneças de gengiva:

Instrução de higiene bucal
A técnica de escovação dental, de uso do raspador de língua e fio dental será detalhadamente explicada e preconizada para cada caso.

Raspagem e alisamento radicular
Esse é o mais comum e conservador tratamento para doenças gengivais. Nos estágios iniciais da doença, especialmente nas gengivites, esse tratamento pode ser suficiente para a obtenção da cura. Em casos de estágio mais avançado, esse tratamento é o primeiro passo antes da intervenção cirúrgica.
O que é
Raspagem é a remoção do tártaro e da placa depositados nos dentes, especialmente abaixo da linha gengival ao longo da superfície radicular. A raspagem ultrassônica, a qual utiliza uma vibração de alta freqüência, é utilizada para remover grandes depósitos de tártaro. Instrumentos manuais especiais chamados de curetas são usados para raspagem e alisamento preciso, haja vista a placa bacteriana aderir a ranhuras e irregularidades existentes na superfície radicular. O alisamento feito pelas curetas remove o tártaro remanescente, o cemento contaminado sobre a raiz e as ranhuras, tanto as anatômicas quanto as causadas durante a raspagem radicular sônica.
Desconforto durante a raspagem
Em alguns pacientes a raspagem e o alisamento radicular podem ser desconfortáveis. Então, a anestesia local é usada nos seguimentos da boca que serão objeto de tratamento. Por dois ou três dias após o tratamento é normal sensibilidade a variações extremas de temperatura. Em alguns casos torna-se necessário aplicação de agentes dessensibilizantes.
Cuidados pós-raspagem
A higiene bucal deve ser mantida de acordo com a técnica preconizada no início do tratamento. Pode existir pequeno sangramento até o término do tratamento.




 Por fim podemos dizer que reconsultas periódicas e limpezas com seu dentista são também uma forma eficiente de tratar e principalmente prevenir qualquer desses problemas...
Até breve 

sexta-feira, 19 de março de 2010

Assunto Desagradável: Lesões Orais

Infelizmente o estado do Rio Grande do Sul tem um título pouco desejável: um dos estados com maior incidência de câncer de boca.
Esse resultado se deve ao fato de que o indice de tabagismo em nosso estado seja bem alto assim como o contato com altas temperaturas orais (chimarrão, café, chás, churrasco...)
Porém um alento; esse tipo de lesão não começa grande e sim pequena, e vai crescendo lentamente, tal situação cabe ser evitada com o diagnóstico precoce e tratamento rápido.


O câncer de boca é uma denominação que inclui os cânceres de lábio e de cavidade oral (mucosa bucal, gengivas, palato duro, língua oral e assoalho da boca). O câncer de lábio é mais freqüente em pessoas brancas, e registra maior ocorrência no lábio inferior em relação ao superior. O câncer em outras regiões da boca acomete principalmente tabagistas e os riscos aumentam quando o tabagista é também alcoólatra.

Fatores de RiscoOs fatores que podem levar ao câncer de boca são idade superior a 40 anos, vício de fumar cachimbos e cigarros, consumo de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal-ajustadas.

Sintomas
O principal sintoma deste tipo de câncer é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam em uma semana. Outros sintomas são ulcerações superficiais, com menos de 2 cm de diâmetro, indolores (podendo sangrar ou não) e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. Dificuldade para falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de linfadenomegalia cervical (caroço no pescoço) são sinais de câncer de boca em estágio avançado.

Prevenção e Diagnóstico Precoce
Pessoas com mais de 40 anos de idade, dentes fraturados, fumantes e portadores de próteses mal-ajustadas devem evitar o fumo e o álcool, promover a higiene bucal, ter os dentes tratados e fazer uma consulta odontológica de controle a cada ano. Outra recomendação é a manutenção de uma dieta saudável, rica em vegetais e frutas.

Para prevenir o câncer de lábio, deve-se evitar a exposição ao sol sem proteção (filtro solar e chapéu de aba longa). O combate ao tabagismo é igualmente importante na prevenção deste tipo de câncer.

Exame Clínico da BocaO exame rotineiro da boca feito por um profissional de saúde pode diagnosticar lesões no início, antes de se transformarem em câncer. Pessoas com mais de 40 anos que fumam e bebem devem estar mais atentas e ter sua boca examinada por profissional de saúde (dentista ou médico) pelo menos uma vez ao ano.

Lesão Inicial



TratamentoA cirurgia e/ou a radioterapia são, isolada ou associadamente, os métodos terapêuticos aplicáveis ao câncer de boca. Para lesões iniciais, tanto a cirurgia quanto a radioterapia tem bons resultados e sua indicação vai depender da localização do tumor e das alterações funcionais provocadas pelo tratamento (cura em 80% dos casos).

As lesões iniciais são aquelas restritas ao seu local de origem e que não apresentam disseminação para gânglios linfáticos do pescoço ou para órgãos à distância. Mesmo lesões iniciais da cavidade oral, principalmente aquelas localizadas na língua e/ou assoalho de boca, podem apresentar disseminação subclínica para os gânglios linfáticos cervicais em 10% a 20% dos casos. Portanto, nestes casos, pode ser indicado o tratamento cirúrgico ou radioterápico eletivo do pescoço.

Nas demais lesões, se operáveis, a cirurgia está indicada, independentemente da radioterapia. Quando existe linfonodomegalia metastática (aumento dos 'gânglios'), é indicado o esvaziamento cervical do lado comprometido. Nestes casos, o prognóstico é afetado negativamente.

A cirurgia radical do câncer de boca evoluiu com a incorporação de técnicas de reconstrução imediata, que permitiu largas ressecções e uma melhor recuperação do paciente. As deformidades, porém, ainda são grandes e o prognóstico dos casos, intermediário. A quimioterapia associada à radioterapia é empregada nos casos mais avançados, quando a cirurgia não é possível. O prognóstico, nestes casos, é extremamente grave, tendo em vista a impossibilidade de se controlar totalmente as lesões extensas, a despeito dos tratamentos aplicados.



 Lesão Avançada


Claro nem toda lesão na boa é CANCER, mas ocm certeza deve ser avaliada, radiografada e em alguns casos biopsia deve ser efetuada.

Lesão de Língua Benigna




Tórus Mandibular (genético)

Herpes Labial



Ulcera Labial (afta)


Sinto muito pelo assunto pouco agradável, mas nosso objetivo é incentivar o autoexame e diagnóstico precoce.