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quarta-feira, 11 de maio de 2011

A dieta e as cáries

Muitas vezes recebo pacientes que tem uma regular higienização dos seus dentes e frequentam com alguma regularidade os consultórios dentários, mas mesmo assim convivem com a atividade de cárie em seus dentes...


Então fica a pergunta o que posso estar fazendo de errado?
Pois então respondo: sua dieta...

Inúmeras observações, realizadas nas três últimas décadas, constataram a importância dos hábitos alimentares (dieta) na etiologia da cárie dentária. A dieta compreende tudo aquilo que é ingerido pelo indivíduo, independente do seu valor nutricional. Portanto, os fatores dietéticos exercem influência direta/local sobre os dentes.

De fato temos que o açucar e seus disfarces : bolachinha, pães, bolos, balas...etc aumentam a incidência da doença cárie... 



A dieta primitiva dos seres humanos mostra baixos índices de cáries dentárias. Porém, isso mudou com a introdução do açúcar e grãos de cereais processados em suas dietas. Pode-se observar que, com a modernização no mundo e o elevado padrão de vida, ocorreu uma mudança também nos padrões alimentares, sendo evidenciado grande aumento no índice de lesões cariosas ao ser adotada uma dieta com alto consumo de produtos vendidos em lanchonetes, padarias e com grande conteúdo de açúcares.
A cárie está diretamente relacionada à introdução dos carboidratos refinados na dieta da população, principalmente a sacarose, que é considerada o dissacarídeo mais cariogênico, sendo este o mais presente na dieta familiar em quase todo o mundo.
O processo cariogênico começa com a produção de ácidos, quando o produto de metabolismo bacteriano ocupa a placa dentária. A descalcificação da superfície continua até a ação de tamponamento salivar ser capaz de elevar o pH acima do nível cítrico. Posteriormente, a placa se combina com o cálcio e endurece, formando o tártaro ou o cálculo, irritando também a gengiva. 

 

Segundo dados recentes, o consumo médio de açúcar estimado no Brasil é de 132 gramas pessoa/dia. É um consumo alto, visto que países como EUA e Portugal apresentam um consumo médio de 87 e 84 gramas pessoa/dia, respectivamente.

Na dieta familiar, o açúcar mais presente é a sacarose refinada, a qual é encontrada em produtos como balas, chocolates, refrigerantes, sucos industrializados, bolos, etc...

Um importante fator na prevenção da cárie dentária é a diminuição do consumo do açúcar. Portanto, o aconselhamento dietético, visando alterações nos hábitos alimentares, é de suma importância para o paciente na prevenção e tratamento da cárie dentária.

Fatores nutricionais relacionados à cariogenicidade:
  • Alimentos cariogênicos: alimentos ricos em carboidratos, principalmente refinados (açúcar e doces);
  • Alimentos cariostáticos: não contribuem para a cárie. Proteínas: peixes, carnes, frango, ovos. As gorduras também não contribuem para o aparecimento de cáries, pois formam um película oleosa nos dentes;
  • Água: a ingestão de água, além de ser necessária para as funções vitais do organismo, é importante para o mecanismo de limpeza dos dentes;
  • Fibras: são importantes para a limpeza e pelo favorecimento da irrigação dos dentes;
  • Seqüência e combinação dos alimentos. Por exemplo, comer vários biscoitos doces de uma só vez é mais cariogênico do que comer vários biscoitos ao longo do dia;
  • Vitaminas: são importantes, já que a Vitamina A, por exemplo, é necessária para o tecido epitelial e reepitelização e ativação da ceratina-dentina responsável pelo esmalte dos dentes. A Vitamina D é importante para absorção de cálcio e fósforo - importantes para a dentina e síntese dos ossos. Evitando a desmineralização do esmalte, pode-se prevenir a formação de cárie.
 Os programas de prevenção de cáries se concentram em uma dieta balanceada, modificação das fontes e quantidades de carboidratos fermentáveis e integração de práticas de higiene oral no estilo de vida das pessoas.

O aconselhamento dietético é fundamental para qualquer programa de prevenção e manutenção de saúde bucal, visto que os hábitos dietéticos adquiridos na infância formam a base para o futuro padrão alimentar. Nele deve-se levar em conta, porém, a realidade em que a criança vive, tendo como objetivo central a utilização racional de açúcar.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A importância da escovação em bebês.





Hoje iremos falar sobre a importância da escovação em bebês, após aparecimento do primeiro dentinho.

Desde a infância é essencial fazer com que a criança se acostume e crie o hábito de escovar os dentes, esta é a Gabriela com 7 meses (minha filha mais nova) , usando escovinha de dedo (semelhante a uma dedeira com pequenas cerdas), indicada para esta idade.




Este procedimento evita que futuramente a criança relute a fazer higiene com a mãe ou com o papai e também serve para remoção da placa gerada pelo leite e/ou papinhas, frutas e etc



Quando sairem os molares passe usar escova de dentes infantil com o uso de pasta de dente apropriada a crianças.

Portanto ajude sua criança em casa a adquirir este habito e também procure seu dentista por prevenção de cáries e manchas brancas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A escova certa...

 Essa é uma pergunta recorrente feita pelos meus pacientes.
 Espero ajudar com os textos abaixo

Que tipo de escova devo usar?
Não é fácil decidir qual o tipo de escova usar, já que o mercado oferece inúmeros tipos, formas e tamanhos. Contudo, lembre-se de que:


  • A maior parte dos dentistas concorda que as escovas macias são eficientes para remover a placa bacteriana e os resíduos de alimentos, e causam pouco ou nenhum dano a dentes e gengivas ao contrario das mais dura. De preferência, a escova deve também ter cabeça pequena para poder mais facilmente alcançar todas as áreas da boca, como por exemplo, os dentes posteriores.
  • Com relação ao tipo de cabo (por exemplo, flexível ou não), formato da cabeça da escova (retangular, cônica, etc.) e estilo de cerdas (com pontas planas, arredondadas, em diferentes níveis, etc.), escolha o que for mais confortável para você. O importante mesmo é usar uma escova que se ajuste bem à sua boca e alcance todos os dentes.
  • Para muitas pessoas, especialmente aquelas que têm dificuldades para escovar ou destreza manual limitada, a escova elétrica é uma boa alternativa porque limpa melhor os dentes, porém essa não pode ser usada achando que a simples vibração de cerdas vai superar a boa escovação.
Quando devo trocar minha escova dental?
 

Troque sua escova de dentes a cada três meses ou quando perceber que ela começa a ficar desgastada. Além disso, é muito importante trocar de escova depois de uma gripe ou resfriado para diminuir o risco de nova infecção por meio dos germes que aderem às cerdas.


Só não esqueça que uma boa higiene caseira oral é composta por uso de fio dental, boa escova de dentes e pasta adequada e uso de colutórios bucais.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Boca Seca...ou xerostomia...

Todo mundo já sentiu a boca secar em momentos de medo, ansiedade ou de um mero nervosismo na hora de falar diante da multidão. Mas o que era para ser um quadro restrito a certas ocasiões está se tornando um problema cada vez mais freqüente na sociedade moderna.

Boca seca (xerostomia) significa que você não produz saliva o suficiente para manter sua boca úmida. Todos podemos ter a boca seca, vez ou outra, especialmente se estamos apreensivos, tristes ou sob estresse. Mas se você tem a boca seca sempre ou a maior parte do tempo, isto pode ser desconfortável, causando problemas de saúde mais sérios ou ainda indicar a existência de uma doença mais grave. Isto porque a saliva faz mais do que simplesmente manter a boca úmida - ela ajuda a digerir o alimento, proteger os dentes das cáries, prevenir infecções ao controlar as bactérias da boca e tornar possível a mastigação e a deglutição.






Pelo menos 3 em cada 10 pessoas sofrem de boca seca ou xerostomia, uma condição onde há pouca ou nenhuma saliva na boca. Para alguns, isto pode significar apenas um desconforto transitório causado por influências do dia a dia, uso de alguns tipos de medicamentos, uma situação estressante ou longos períodos de conversa. Mas para outros, isto pode ser um problema persistente, enfrentado diariamente. Nestes casos, a boca seca é geralmente o efeito colateral de condições sistêmicas mais sérias, incluindo Síndrome de Sjögren, artrite reumatóide ou HIV/AIDS. Tratamentos como quimioterapia ou radioterapia também podem resultar em condições severas de xerostomia.

A função da saliva não é apenas manter a boca úmida – ela torna possível a mastigação e a deglutição dos alimentos, ajudando na digestão. A saliva também age como um lubrificante, ajudando a proteger os dentes contra a cárie dental e prevenindo infecções, através do controle de bactérias e fungos na boca. Níveis insuficientes de saliva podem causar problemas incluindo:
- Dificuldade para mastigar, engolir, ou falar
- Mau hálito - também conhecido como halitose
- Cárie dental, erosão dental e doença gengival
- Lábios rachados
- Língua áspera, ressecada
- Feridas bucais e úlceras
- Sensação de queimação na boca
- Candidíase bucal
- Sono interrompido por causa da sede
- Problemas no uso de próteses dentárias
Geralmente, saliva é uma das coisas que não damos valor até o dia em que ficamos sem ela. A boca seca afeta pelo menos um terço dos adultos da população mundial. As glândulas salivares normais produzem cerca de 4 a 6 xícaras de saliva por dia, mas quando esta quantidade baixa significativamente, os sintomas de boca seca podem se desenvolver rapidamente. Os sintomas de xerostomia podem variar desde leve ressecamento até dor, ardência e queimação na boca. Algumas conseqüências comuns podem ser halitose, doença gengival e aumento da cárie dental.

As causas da xerostomia são numerosas mas, a causa mais comum desta disfunção salivar está associada ao uso de medicamentos de diferentes tipos. Existem mais de 400 medicamentos que podem induzir xerostomia, mas os mais comuns são medicações alérgicas, antidepressivos, calmantes, anti-hipertensivos e diuréticos. O uso excessivo de café também pode causar a boca seca. Outras causas são o envelhecimento, a desidratação e o uso de enxaguantes com álcool. Outras causas menos comuns são radioterapia de cabeça e pescoço, quimioterapia, pacientes com Síndrome de Sjögren, diabetes e outras doenças auto imunes.

Como a boca seca afeta o meu hálito
Xerostomia é uma causa muito comum de halitose e contribui para várias mudanças bucais. Em uma boca seca as bactérias se tornam mais concentradas na saliva e os Compostos Sulfurados Voláteis - CSV, que as bactérias produzem, tendem a evaporar mais facilmente no ar. Quando isto ocorre, o mau hálito fica mais forte e mais perceptível. Adicionalmente, o pH da boca fica alterado e predispõe a um meio ambiente favorável ao crescimento das bactérias anaeróbias.



TRATAMENTOS
A única maneira definitiva de curar a boca seca é tratando sua causa. Se o seu problema é resultado de medicação, seu médico poderá mudar sua prescrição ou dosagem. Se suas glândulas salivares não funcionam normalmente, mas ainda produzem alguma saliva, seu médico poderá lhe dar um medicamento que ajude as glândulas a funcionarem melhor.

Se a causa de sua boca estar seca não puder ser eliminada você poderá restaurar a umidade de sua boca de diversas maneiras. Seu dentista pode recomendar hidratantes bucais, como substitutos de saliva. Enxagües com soluções bucais especialmente formuladas para diminuir a secura também podem aliviar o problema. Você também pode:
  • Beber água ou bebidas sem açúcar com freqüência;
  • Evitar bebidas com cafeína, como café, chá ou alguns refrigerantes, que também podem causar a secura da boca;
  • Mascar gomas sem açúcar ou chupar balas duras sem açúcar para estimular o fluxo de saliva (se houver alguma glândula salivar funcionando);
  • Não utilizar tabaco ou álcool, que ressecam a boca;
  • Estar ciente de que alimentos condimentados ou salgados podem causar dor em uma boca seca
     
     
 E obviamente consultar o seu dentista para que ele ajude na busca de soluções para o seu sério problema...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mau Hálito: um problema sério


Cerca de 75% dos casos de halitose (mau hálito) têm sua origem em um problema bucal. Outras causas do mau hálito são os distúrbios gástricos, infecções nos seios [maxilares/paranasais] e doença gengival grave.


O sucesso do tratamento depende da determinação de sua causa. Tão logo o dentista determine a causa, o tratamento pode começar
.
O mau hálito pode ser causado por:
  • Fatores externos : alimentos, como cebola e alho, e bebidas, como café e álcool, e o fumo;
  • Má higiene bucal : quando a placa bacteriana e resíduos alimentares não são completamente removidos;

  • Enfermidade bucal : gengivite e doença periodontal;
  • Próteses totais ? formação da placa e acúmulo de resíduos nas próteses, que precisam ser limpas diariamente;
  • Amígdalas : as fendas (criptas) mais largas das amígdalas podem permitir que os resíduos se acumulem na área;
  • Infecções do aparelho respiratório: garganta, seios [paranasais] e pulmões;
  • Boca seca (xerostomia): que pode ser causada por problemas nas glândulas salivares, medicamentos, respiração pela boca, radioterapia e quimioterapia;
  • Doenças sistêmicas: diabetes, doenças renais/hepáticas, pulmonares e dos seios [maxilares/paranasais], distúrbios gastrintestinais;

Qual a relação entre doença bucal e doença sistêmica?


Pesquisas recentes sugerem que há uma relação entre doenças bucais e doenças sistêmicas (diabetes, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, infecções respiratórias, mal de Alzheimer) e outras enfermidades. Quando o tecido gengival se inflama dando origem à gengivite, mediadores inflamatórios chamados citocinas, presentes no tecido gengival, podem passar para a saliva e serem aspirados para dentro dos pulmões. As bactérias responsáveis pela periodontite também podem penetrar no sistema circulatório e deslocar-se até outras partes do corpo. As bactérias bucais podem causar infecções secundárias ou a inflamação de outros tecidos ou sistemas orgânicos do corpo.

Quem você deve consultar, se tiver mau hálito?

Se achar que a causa de seu mau hálito é a dieta alimentar, consulte um nutricionista. Ele poderá ajudá-lo a modificar sua dieta. Se o problema for má higiene bucal e você tiver gengivite, (inflamação da gengiva) ou periodontite (perda do osso que sustenta os dentes), consulte seu dentista e peça instruções sobre como melhorar a higiene bucal. Se o problema for infecção das amígdalas ou uma infecção respiratória, siga as recomendações de seu clínico geral ou de um especialista em ouvido, nariz e garganta (otorrinolaringologista) ou doenças do pulmão e trato respiratório (pneumologista).

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Uso do Flúor

Muitos profissionais e pacientes indicam e usam o flúor...mas o que é como é e como atua...

O flúor é um mineral natural encontrado em toda a crosta terrestre e largamente distribuído pela natureza. Alguns alimentos contêm flúor, assim como a água fornecida por algumas empresas de serviço público.

O flúor é geralmente adicionado à água potável para ajudar a reduzir a incidência de cáries nos dentes. Na década de 30, pesquisadores encontraram pessoas que cresceram bebendo água naturalmente fluoretadas. Desde então, os estudos têm mostrado repetidamente que quando o flúor é adicionado ao suprimento de água da comunidade, a incidência de cárie diminui. A Associação Brasileira de Odontologia, a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde, dentre muitas outras organizações têm endossado o uso de flúor nos suprimentos de água, devido ao seu efeito preventivo contra a cárie.




Como o flúor atua?
O flúor ajuda a prevenir as cáries de duas maneiras distintas:
  • O flúor se concentra nos ossos em crescimento e nos dentes em desenvolvimento das crianças, ajudando a endurecer o esmalte dos dentes de leite e permanentes que ainda não nasceram.
  • O flúor ajuda a endurecer o esmalte dos dentes permanentes que já se formaram.
O flúor trabalha durante os processos de desmineralização e remineralização que ocorrem naturalmente em sua boca.
  • Sua saliva contém ácidos que causam a desmineralização nos dentes. Estes ácidos são liberados após a alimentação.
  • Em outros momentos - quando sua saliva está menos ácida - ocorre justamente o oposto, a reposição do cálcio e do fósforo que mantém seus dentes resistentes. Este processo é chamado de remineralização. Quando o flúor está presente durante a remineralização, os minerais depositados são mais duros do que seriam sem o flúor, ajudando a fortalecer seus dentes e a prevenir a dissolução durante a próxima fase de desmineralização.
     


Como saber se estou recebendo quantidade suficiente de flúor?
Se a água que você bebe contiver flúor, então somente a escovação regular utilizando um creme dental com flúor será suficiente para adultos e crianças com dentes saudáveis, com um baixo risco de cáries. Se a água de sua comunidade não for fluoretada, nem contiver uma quantidade suficiente de flúor natural (uma parte em um milhão é considerada ideal), então seu dentista ou pediatra deve receitar suplementos de flúor para suas crianças tomarem diariamente. Seu dentista ou pediatra poderá dizer a quantidade correta de flúor para sua família, por isso não deixe de pedir sua orientação. Se a água que você consome vier de uma rede pública de abastecimento, você poderá saber se ela contém flúor ligando para a empresa de água local. Se a sua água vier de um poço particular, você poderá analisá-la em um laboratório de teste ambiental independente e que ofereça este tipo de serviço.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Higiene oral ...o começo de um sorriso bonito e saudável

A higiene oral é a melhor maneira para prevenir as caries dentárias, gengivites, periodontites, e outros trastornos dentais. Isso também ajuda a prevenir o halitose. Dentes saudáveis têm menos cáries. São dentes limpos, com pouco ou nenhum depósito de placa. Gengivas saudáveis são rosadas e firmes. 



CUIDADOS PESSOAIS

A escovação cuidadosa e o uso do fio dental ajudam a prevenir o aparecimento de placas e cálculos (tártaro).

 
Os dentes devem ser escovados pelo menos duas vezes ao dia. O fio dental deve ser utilizado pelo menos uma vez ao dia. Para algumas pessoas, recomenda-se a escovação dos dentes e o uso do fio dental após cada refeição e antes de dormir. Deve-se consultar o dentista ou o higienista dental se houver necessidade de demonstração das técnicas adequadas de escovação e de uso do fio dental.


Pode ser recomendado, ainda, o uso de utensílios ou instrumentos para suplementar (mas não substituir) a escovação e o uso do fio dental, tais como palitos e escovas de dentes especiais, irrigadores de água ou outros aparelhos. Escovas de dentes elétricas podem ser recomendadas para pessoas que têm pouca agilidade, ou pouca força, nas mãos. 

 
O dentista ou o higienista dental podem recomendar pastas de dentes ou soluções orais de higiene que contêm flúor ou produtos anti-placas ("controle de tártaro").
 
Deve-se manter as dentaduras, os aparelhos dentais e outros utensílios sempre muito limpos. Tais cuidados incluem escová-los regularmente e mergulhá-los em uma solução de limpeza.


CUIDADO PROFISSIONAL

Uma limpeza regular dos dentes, feita pelo dentista ou higienista dental, é importante para a remoção da placa, que pode se acumular mesmo com a escovação cuidadosa e uso do fio dental. A limpeza feita pelo profissional inclui a raspagem e polimento dos dentes. Esse processo envolve diversos instrumentos ou aparelhos que soltam e removem depósitos que se acumulam entre os dentes.



Muitos dentistas recomendam a limpeza profissional dos dentes pelo menos a cada seis ou doze meses; ou ainda menos, tudo dependerá de uma avaliação específica. 

A limpeza e o exame mais freqüente podem ser necessários durante o tratamento de muitos transtornos dentais/orais. Recomenda-se um exame dental de rotina no mínimo uma vez por ano. Esse exame pode incluir raio X dos dentes.
 
RESULTADO 

Uma boa higiene oral previne muitos transtornos dentais e orais, além de ser muito importante para o tratamentos desses transtornos. Uma boa higiene oral resulta em dentes e boca saudáveis.

 
COMPLICAÇÕES

Normalmente não há complicações. No entanto, a escovação e uso do fio dental de modo vigoroso ou inadequado podem provocar lesões nas gengivas.
Consulte o dentista ou o higienista dental se você precisar de instruções ou demonstrações sobre técnicas adequadas de escovação e uso do fio dental, ou ainda para marcar um exame ou limpeza de rotina.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

E a gengiva?

Bom penso que para os pacientes a maior preocupação seja realmente os dentes... brancos, harmônicos, alinhados...esse é o maior desejo, mas e as gengivas estão bem cuidadas?
Que adianta construir um castelo sobre uma estrutura comprometida...é mais ou menos iss que fazemos quando buscamos estética, reconstruções dentárias e nos descuidamos da nossa saúde gengival...

As gengivas são acometidas assim como o dente é pelas cáries, por uma doença implacável que é a Gengivite e em seu estágio mais avançado a periodontite...

O auto diagnóstico é muito importante, olhar sua gengiva e saber que se elas estão firmes e de contorno harmônico. Não mostram inchaço e nem sangram durante a escovação e/ou uso do fio dental. Isso é sinal de saúde..


Por outro lado podemos estar com doença periodontal se apresentarmos uma gengiva com sangramento, dentes com alterações na posição , mobilidade dentária, retrações gengivais, retenções de alimento, inchaço etc. 



A doença periodontal ou periodontite é o comprometimento dos tecidos periodontais pelo processo inflamatório, que leva à reabsorção do osso que está ao redor das raízes dos dentes, enquanto que, na gengivite, não há alteração óssea, pois a inflamação só atinge a gengiva. 

A causa principal é a placa bacteriana aderida ao dente , porém algumas alterações na gengiva podem estar associadas a causas hormonais, uso de alguns medicamentos, queda de resistência etc. 

A placa bacteriana endurece ou se mineraliza, formando cálculos/tártaros também de localização supragengival e subgengival. Sobre o cálculo, normalmente encontra-se placa bacteriana não mineralizada. Por ser uma massa consistente e fortemente aderida, o cálculo só pode ser removido com raspagem profissional.
O cálculo supragengival é facilmente visualizado. Geralmente é branco-amarelado; mas, podem escurecer com o tempo e com a exposição de corantes e tabaco.



Em situações mais graves o paciente apresentará mau hálito (halitose) além de poder perder elementos dentários (e observem que estamos falando no plural...


   
Contudo o tratamento não é tão elaborado, nem tão dispendioso...
Temos abaixo um protocolo de trabalho para tratarmos e controlarmos as doneças de gengiva:

Instrução de higiene bucal
A técnica de escovação dental, de uso do raspador de língua e fio dental será detalhadamente explicada e preconizada para cada caso.

Raspagem e alisamento radicular
Esse é o mais comum e conservador tratamento para doenças gengivais. Nos estágios iniciais da doença, especialmente nas gengivites, esse tratamento pode ser suficiente para a obtenção da cura. Em casos de estágio mais avançado, esse tratamento é o primeiro passo antes da intervenção cirúrgica.
O que é
Raspagem é a remoção do tártaro e da placa depositados nos dentes, especialmente abaixo da linha gengival ao longo da superfície radicular. A raspagem ultrassônica, a qual utiliza uma vibração de alta freqüência, é utilizada para remover grandes depósitos de tártaro. Instrumentos manuais especiais chamados de curetas são usados para raspagem e alisamento preciso, haja vista a placa bacteriana aderir a ranhuras e irregularidades existentes na superfície radicular. O alisamento feito pelas curetas remove o tártaro remanescente, o cemento contaminado sobre a raiz e as ranhuras, tanto as anatômicas quanto as causadas durante a raspagem radicular sônica.
Desconforto durante a raspagem
Em alguns pacientes a raspagem e o alisamento radicular podem ser desconfortáveis. Então, a anestesia local é usada nos seguimentos da boca que serão objeto de tratamento. Por dois ou três dias após o tratamento é normal sensibilidade a variações extremas de temperatura. Em alguns casos torna-se necessário aplicação de agentes dessensibilizantes.
Cuidados pós-raspagem
A higiene bucal deve ser mantida de acordo com a técnica preconizada no início do tratamento. Pode existir pequeno sangramento até o término do tratamento.




 Por fim podemos dizer que reconsultas periódicas e limpezas com seu dentista são também uma forma eficiente de tratar e principalmente prevenir qualquer desses problemas...
Até breve