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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Enxerto Ósseo para colocação de Implante

Normalmente uso esse espaço como informativo sobre técnicas e casos clínicos para pacientes em geral, porém ontem efetuamos uma cirurgia de enxerto ósseo (Dr. Márcio Kruger e eu) que penso ser interessante para profissionais da Odontologia e portanto aproveito esse blog para apresentar aos amigos o procedimento.

O caso

Paciente: G.J. 19 anos
Caso: paciente sem o incisivo lateral perdido por extração quando ainda era muito jovem, usou aparelho ortodontico para distalizar o canino e chegou ao consultório já com um mantenedor de espaço e a ortodontia concluída.
Diagnóstico: foi solicitado radiografia panorâmica P11 e tomografia da região, a solicitação da tomografia foi devido a observação de depressão na tabua óssea vestibular o que poderia causar fenestração de osso e falha no processo de implante. Avaliando a tomografia observou-se que realmente não havia a possibilidade de colocação de implante sem enxerto. Dado a necessidade de enxerto de grandes proporções e tendo em vista a idade do paciente optou-se pelo uso de enxerto da mandíbula do mesmo.



A cirugia

O procedimento foi efetuado aqui na clínica com anestesia regional.
Primeiramente partimos para remoção cirurgica do substrato da região da mandíbula do lado esquerdo, o paciente tinha um 3o. molar na região e foi necessário acesso por distal.
Abrimos acesso e removemos a conteúdo com broca e alavanca, sempe pesnando em remover tamanho maior que o ncessário para posterior adaptação da peça.


Foi feita a abertura do retalho na região de colocação do enxerto.



O fragmento removido teve de ser adaptado e reanatomizado para colocação no local. e para sua fixação foi usado micro parafusos.


O processo de fixação do fragmento é um tanto complexo pois a broca padrão deve transfixar esse e chegar a estrutura sem que essa saia do lugar exato até fixação do parafuso.


Após tal fixação o retalho foi repossicionado o que também causa certa dificuldade técnica, pois agora temos um aumento de volume dado o enxerto...e a prótese removível provisória é recolocada.


Medicamos o paciente com antiiflamatorio, antibiotico e analgésicos e ficamos na aguardo da recupareção e consolidação do enxerto...

Um agradecimento especial a Dra. Caroline Dalsoto que auxiliou nas fotos e no momento mais tenso de fixação dos parafusos.
Um abraço aos amigos

terça-feira, 12 de julho de 2011

Implantes Dentários: uma realidade

Com o aumento pela procura a implantes dentários e próteses sobre os mesmos cabe alguns bons esclarescimentos

 

 

O que são implantes dentários?


Implantes dentários osseointegráveis são "parafusos" confeccionados em titânio puro que podem ser colocados dentro dos ossos maxilares, funcionando como fixação para diferentes tipos de próteses dentárias a mais usada a de porcelana de um único dente, de vários dentes, ou até mesmo de todos os dentes. Os pacientes costumam confundir implantes com próteses fixas; na realidade, implantes servem para substituir as raízes dos dentes, em situações de perda ou impossibilidade de aproveitamento destas.



Qualquer paciente pode receber implantes?


Praticamente todos os pacientes em bom estado geral (que não apresentem doenças de ordem médica) podem receber implantes dentários. Alguns fatores podem influenciar no sucesso do tratamento, como, por exemplo, o fumo e a diabetes, devendo ser avaliados previamente. O procedimento de implantação oral é um ato cirúrgico e uma adequada avaliação é necessária antes de qualquer cirurgia bucal.

Por que alguns pacientes precisam de enxertos ósseos?


A necessidade de enxertos ósseos não é muito freqüente. Eles podem ser feitos em uma cirurgia prévia à implantação e, nesse caso, os implantes serão colocados após um período de cicatrização óssea de 6 a 12 meses. Quando possível, o enxerto é realizado na mesma cirurgia de colocação dos implantes.


É preciso realizar algum tratamento antes de colocar os implantes?

Em alguns casos sim. Deve-se eliminar qualquer processo infeccioso pré-existente na cavidade oral, ou seja, tratamento periodontal (gengival), extração de dentes com focos de infecção bem como tratamentos endodônticos (canais) devem ser realizados anteriormente à implantação. Todos esses aspectos fazem parte de um planejamento inicial realizado pelo profissional, que deve ser discutido abertamente com o paciente, antes do início do tratamento.

Dói muito para colocar os implantes?

Não. Obviamente trata-se de um procedimento cirúrgico e um certo edema (inchaço) é esperado, especialmente nos primeiros 5 dias pós-operatórios. O edema é tanto maior quanto maior o porte da cirurgia. Cirurgias de enxerto ósseo costumam provocar maior trauma. Entretanto, existem medicações específicas para o controle da inflamação pós-operatória, assim como antibió-ticos (remédios que combatem infecção) e analgésicos, que o cirurgião poderá prescrever em caso de necessidade.

Quanto tempo demora o tratamento?


Depende de cada caso. Após a colocação, os implantes permanecem em repouso por um período que varia de 2 a 6 meses, para que ocorra o fenômeno biológico da osseointegração (união direta do titânio ao osso), após o qual os implantes são descobertos e uma prótese dentária é conectada ao implante por meio de uma parte secundária denominada  pilar. Em casos que envolvem enxerto ósseo, o tratamento fica inevitavelmente mais longo. Em alguns casos específicos, a prótese pode ser instalada já no dia da cirurgia de implantação.

Existe perigo de rejeição?


Não. A taxa de sucesso dos implantes osseointegráveis é alta, havendo diversos estudos científicos comprovando sua eficácia, mesmo após muitos anos em função mastigatória. Existe, porém, uma possibilidade pequena de perda do implante (não ocorrência da osseointegração), em torno de 2 a 3% dos casos, normalmente logo após o período de repouso pós-implantação. Nesses casos o implante é removido facilmente, podendo um novo implante ser recolocado no local.



Como devo cuidar dos implantes após o tratamento? Podem existir complicações relacionadas aos implantes?


Os implantes, assim como os dentes e gengivas, têm de ser muito bem limpos, utilizando-se os dispositivos (fio dental e escova) recomendados pelo seu cirurgião-dentista.
A principal complicação biológica é a periimplantite (doença que acomete o osso e a gengiva ao redor do implante). Podem também ocorrer problemas relacionados a planejamentos de tratamento inadequados ou a implantes colocados em posições desfavoráveis. As complicações biomecânicas mais freqüentes são a fratura ou o afrouxamento dos pequenos parafusos que prendem as próteses. Fraturas de implantes podem ocorrer, embora sejam mais raras. O mais importante é o comparecimento regular do paciente às consultas de manutenção para prevenir ou diagnosticar precocemente qualquer alteração.


Esperamos ter ajuda na elucidação das principais dúvidas

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Extrações dentária...

Muitas vezes indicamos a nossos pacientes que eles terão de efetuar extrações dentárias; ou seja; terá que ser efetuada a retirada de determinado(s) dente(s) por motivos diversos...
Essa notícia, normalmente é vista com maus olhos...a pergunta:"mas como em pleno ano de 2010 ainda se tiram dentes?"...
A imagem abaixo logo vem a cabeça daquele mais "medroso"...



Pois bem...
Melhorar os níveis de saúde através da diminuição do risco às doenças é uma estratégia econômica e sensata. Medidas preventivas básicas, conhecidas pela sua simplicidade e eficiência, como a prevenção de acidentes, o hábito da higiene bucal e um controle na ingestão de açúcar, podem reduzir a incidência de doenças na boca, evitando a perda dental. A extração de um, parte ou todos os dentes afeta a qualidade de vida das pessoas. 




Os dentes são importantes para uma boa alimentação, correta pronúncia das palavras, mastigação eficiente, convívio social e bem-estar. A mastigação é a função básica dos dentes, facilitando a digestão dos alimentos e, com isso, possibilitando um melhor aproveitamento das substâncias ingeridas. Outra importante função dos dentes é o desenvolvimento harmonioso dos maxilares e músculos, garantindo ao rosto uma feição normal, saudável e de boa aparência.

No entanto, durante a vida inúmeras situações e fatores levam algumas pessoas a necessitar de uma ou várias extrações dentais. 

Didaticamente dividimos as indicações de extração dental em seis grupos:

1 - Dentes mal posicionados ou retidos (dentro do osso) e que não podem
receber tratamento ortodôntico, como os dentes do siso (terceiros molares) e supranumerários.
2 - Dentes destruídos por cáries extensas, fraturas na raiz e problemas periodontais (mobilidade e perda óssea).
3 - Por motivo ortodôntico (falta de espaço na arcada dentária).
4 - Dentes com infecções persistentes após criterioso tratamento de canal (endodontia) ou cirurgia na raiz (apicectomia).
5 - Dentes de leite (decíduos) que estão atrapalhando a vinda (erupção) de dentes permanentes.
6 - Dentes associados com lesões patológicas, como cistos e tumores. 



Orientamos aos nossos Clientes que a cirurgia para remoção de um ou mais dentes é realizada em clima de muita tranqüilidade e segurança, técnica precisa,geralmente sem qualquer dor e em tempo operatório reduzido. Todos os Clientes recebem, antes da cirurgia, prescrição medicamentosa adequada para cada caso, em particular, e um roteiro por escrito com todas as orientações necessárias para um pós-operatório sem surpresas e calmo. O retorno ao consultrio no pós-operatório, faz-se necessário para reavaliação, higienização e remoção da sutura.

Hoje aquelas "imagens divertidas" que mostram dentistas "enlouquecidos" e de certa forma são divertidas:


Podem tranquilamente ser substituidas por imagens mais "light" mais "amigáveis"...
 
 
Voltando ao assunto podemos dizer que geralmente as pessoas operadas necessitam de um período de repouso que varia de um a três dias após a cirurgia. É evidente que até a alta completa do tratamento, as atividades físicas, banhos de sol e os excessos deverão ser evitados.

É fundamental salientar que após a extração de um dente permanente bem posicionado na arcada dentária, com exceção das indicações ortodônticas, será necessária a reabilitação do local. A melhor maneira de preencher o espaço sem dente é com a fixação de um implante dentário e prótese sobre este, o mais precocemente possível e, em algumas situações, até no mesmomomento da extração. Caso a opção seja em fixar o implante num segundo momento, confecciona-se uma prótese provisória para ser adaptada no local da extração e não aparentar uma perda dental no Cliente operado.