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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Saude Bucal na Terceira Idade

Como posso manter uma boa saúde bucal na terceira idade?

A regra é simples, se você cuidar bem dos seus dentes e fizer consultas periódicas com seu dentista, os seus dentes podem durar a vida inteira.
Independentemente da idade, você pode ter dentes e gengivas saudáveis se escovar pelo menos três vezes ao dia com creme dental com flúor, se usar fio dental pelo menos uma vez ao dia e se for regularmente ao dentista para exames completos e limpeza. Mesmo sabendo que essas dicas parecem receita de bolo elas quase sempre funcionam, mas é claro que a genética e a sorte (traumatismos e etc) podem contribuir a favor ou contra os fatos acima expostos



Até mesmo quem escova e usa fio dental regularmente, pode ter alguns problemas específicos. Muitas pessoas na terceira idade usam dentaduras, tomam remédios e têm problemas de saúde geral. Felizmente, seu dentista pode ajudar você a encarar estes desafios com êxito quase que garantido.
  • As cáries e os problemas com a raiz dos dentes são mais comuns em pessoas da terceira idade. Por isso, é importante escovar com um creme dental que contenha flúor, usar fio dental todos os dias e não deixar de ir ao dentista.
  • A sensibilidade pode se agravar com a idade. Com o passar do tempo é normal haver retração gengival que expõe áreas do dente que não estão protegidas pelo esmalte dental. Estas áreas podem ser particularmente doloridas quando atingidas por alimentos e bebidas quentes ou frias. Nos casos mais severos, pode ocorrer sensibilidade com relação ao ar frio e a alimentos e líquidos doces ou amargos. Se seus dentes estiverem muito sensíveis, tente usar um creme dental apropriado. Se o problema persistir, consulte o dentista já que esta sensibilidade pode indicar a existência de um problema mais sério, como, por exemplo, cárie ou dente fraturado.
  • As pessoas mais velhas se queixam de boca seca com freqüência. Este problema pode ser causado por medicamentos ou por distúrbios da saúde. Se não tratado, pode prejudicar seus dentes. Seu dentista pode recomendar vários métodos para manter sua boca mais úmida, como tratamentos ou remédios adequados para evitar a boca seca.
  • Enfermidades preexistentes (diabete, problemas cardíacos, câncer) podem afetar a saúde da sua boca. Converse com seu dentista sobre quaisquer problemas de saúde existente para que ele possa ter uma visão completa da situação e para que possa ajudar você de forma mais específica.
  • As dentaduras tornam mais fácil a vida de muitas pessoas da terceira idade, mas exigem cuidados especiais. Siga rigorosamente as instruções do seu dentista e, caso ocorra qualquer problema, marque uma consulta. Os portadores de dentaduras definitivas devem fazer um exame bucal geral pelo menos uma vez por ano.
  • A gengivite é um problema que afeta pessoas de todas as idades e que pode se tornar muito sério, especialmente em pessoas de mais de 40 anos. Vários fatores podem agravar a gengivite, inclusive:
    1. Má alimentação.
    2. Higiene bucal inadequada.
    3. Doenças sistêmicas, como a diabete, enfermidades cardíacas e câncer.
    4. Fatores ambientais, tais como o estresse e o fumo.
    5. Certos medicamentos que podem influenciar os problemas gengivais.
  • Como as doenças gengivais são reversíveis em seus primeiros estágios, é importante diagnosticá-las o mais cedo possível. As consultas periódicas garantem o seu diagnóstico e o seu tratamento precoce. É importante saber que a boa higiene bucalevita o aparecimento de enfermidades gengivais.
  • As coroas e pontes são usadas para reforçar dentes danificados ou substituir dentes extraídos. Uma coroa é usada para recobrir um dente que sofreu perda de substância. Ela fortalece a estrutura do dente e melhora a sua aparência, sua forma ou seu alinhamento. As pontes ou próteses fixas são usadas para substituir um ou mais dentes faltantes e são fixadas nos dentes naturais ou nos implantes situados ao lado do espaço deixado pelo dente extraído.

Um abraço

terça-feira, 26 de abril de 2011

Os dentes e a terceira idade

O dentista, hoje, tem um compromisso muito maior do que garantir dentes em perfeito estado para o paciente mastigar. É preciso que as restaurações cumpram uma função principal: possibilitar uma mastigação eficiente, com gengivas saudáveis e dentes com bom aspecto. Os indivíduos que hoje têm mais de 45 anos aceitavam, há alguns anos, usar próteses parciais ou totais para poderem mastigar; a estética era secundária. Atualmente, com melhores cuidados com a saúde, a expectativa de vida tem aumentado e a aparência física tornou-se também muito importante. Além do mais os trabalhoso dontológicos devem durar mais tempo.






O paciente idoso que chega aos consultórios não perdeu ainda, normalmente, todos os seus dentes nem aceita perdê-los. Com os conceitos de prevenção e a melhora na prática odontológica, ele tem melhor saúde bucal. Não basta mais que o paciente possa mastigar satisfatoriamente; estética e função estão intimamente relacionados. Algumas pessoas não sorriem para não mostrarem dentes defeituosos, e é comum observar que muitos levam a mão à frente da boca quando o sorriso torna-se inevitável. 




Os dentes, as gengivas e um hálito agradável denotam uma condição saudável e um desprendimento no comportamento social. Isso influencia até mesmo no desempenho profissional de algumas pessoas - como as que têm a necessidade de comunicar-se. A estética, também, é um assunto complexo que tem desafiado tanto o profissional quanto a indústria de produtos odontológicos, numa permanente busca da perfeição, naturalidade e beleza. O conceito de beleza é subjetivo: o que é bonito para um nem sempre o é para outro. Uma prótese para ser estética deve ser harmônica e ter relações de espaço, forma, proporção, cor e textura. 


Os dentes não têm todos a mesma forma e tamanho; eles guardam uma certa proporção entre eles. Até alguns defeitos e manchas devem ser criados para que o conjunto fique mais natural, principalmente em pacientes com idade acima de 40 anos. A simetria exagerada leva invariavelmente à identificação dos dentes artificiais, o que é desagradável. Esse é um erro comum e deixa o sorriso semelhante a um teclado de piano. O paciente tem a tendência de exigir dentes com posição correta e a cor bem clara, o que provoca evidente contraste com a idade, a cor da pele e posição dos lábios. 


Novas técnicas e materiais têm sido desenvolvidos nestas últimas décadas, proporcionando soluções satisfatórias. Os materiais cerâmicos e as resinas tiveram grande aceitação e são aperfeiçoados a cada dia. As coroas totais em porcelana sem metal têm melhores cores e a aparência bem próxima dos dentes naturais: são indicadas para coroas unitárias e prótese de pouca extensão. A prótese sobre implantes ósseo-integrados tem sido a primeira opção, embora outras técnicas e trabalhos sejam satisfatórios (desde que realizados com critério, sem perda de qualidade) e com custos mais baixos. Os trabalhos de coroas cerâmicas sem metal aparente e os implantes têm sido a preferência dos pacientes de terceira idade. Eles podem preencher quase todas as necessidades relacionadas à função, ao conforto e, principalmente, à estabilidade. O grau de satisfação e a qualidade de vida com a prótese suportada por implantes não deixam dúvidas de que esta é a Odontologia moderna, independente da idade do paciente adulto, salvo raras limitações.


A preocupação com o indivíduo dentro de uma visão global, e não só com os dentes, é a base da formação dos profissionais de hoje. No início da profissão, o dentista se limitava a cuidar dos dentes; mais tarde, a se preocupar com os dentes e a boca. Atualmente, não de pode deixar de relacionar os dentes, a boca, o estado de saúde e o estado emocional do paciente. Muitas doenças se manifestam na mucosa e na língua.
Dores musculares, articulares e de cabeça podem estar relacionadas com o bruxismo (ranger os dentes) devido ao estresse. Quando o paciente chega ao consultório, é preciso conhecer, além de sua queixa principal, suas expectativas quanto ao tratamento. É importante que o tratamento seja abrangente, contribuindo para melhorar a qualidade de vida e auto-estima do paciente, principalmente se ele for idoso.





O paciente de terceira idade é diferente de um paciente jovem, pois toda a sua experiência de vida exerce influência direta no diagnóstico e no plano de tratamento. Nem sempre a primeira proposta de tratamento é aceita; é preciso considerar o sucesso e o insucesso de trabalhos anteriores, que precisam ser avaliados. O estudo de saúde, as doenças sistêmicas, o grau de tolerância a tratamentos longos e a condição financeira são fatores que determinam o tipo de tratamento. A saúde como um todo deve ser levada em consideração. Alguns medicamentos (como os calmantes, os antidepressivos e os anti-hipertensivos) podem provocar efeitos colaterais, como a xerostomia (redução da salivação), o que facilita o aparecimento da saburra (a camada branca que recobre a língua) e do mau hálito (que tem grande importância no comportamento social).