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terça-feira, 30 de abril de 2013

Restaurações Indiretas de Cerômero

A evolução da odontologia enquanto ciência trouxe-nos uma série imensa de materiais disponíveis para uso em restaurações, dentre eles os Cerômeros se destacam pela estética, estabilidade, resistência, dinamismo e praticidade de uso.

Aquelas cavidades maiores onde a resina direta acaba sendo muito forçada e falhando e as porcelanas ou metalo cerâmicas acabam sendo um exagero de desgaste são boas indicações para esse curinga do odontologia que mescla as boas características das resinas e porcelana...

 
 
Acima observamos duas restaurações do antigo e bom amálgama com degradação marginal e outras falhas precisando de substituição...
 
 
Após removida as restaurações temos essa visão do caso...
 
 
A restaurações indireta é feita fora da boca sobre um modelo reproduzido a partir de um molde...


Em boca podemos ver a adaptação e a estética do caso...

 
O resultado final bem a contento e a certeza de boa função e durabilidade...
 





Mais uma vez obrigado...

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Não mudamos somente sorrisos...

Entende-se a odontologia como a area da saúde que cuida dos dentes, ou ainda de forma mais abstrata a ciência que cria sorrisos...

Concordo e discordo da assertiva, mais que sorriso tratamos da auto estima da pessoa...não canso de ver pacientes sem sorriso, cabisbaixos que após o tratamento ganham confiança, vaidade...

Abaixo apresento dois casos que para mim são característicos um de um jovem e outro um paciente mais velho, ambos casos de minha prática clínica...

O primeiro é de um menino que tem seu dente anterior fraturado e tinha uma restauração totalmente deficiente feita em um posto de saúde:


Essa foto foi tirada após eu com a máquina de fotos ter pedido para ele sorrir...
Pergunto a vcs isso é um sorriso de criança? Se repararem bem esse garoto nem lavou o rosto quando acordou, não tem graça a essa criança, sorrir...
Foi feito nele um pino de fibra de carbono e uma coroa com resina direta, um tratamento provisório até que o seu crescimento cranio facial se complete e possamos efetuar uma corroa cerâmica ou outro procedimento indicado...

Abaixo apresentamos a foto final


A mesma situação pedimos a ele que abrisse um sorriso...
Bem diferente não...essa é uma criança feliz, mesmo que o resultado seja de um provisório, já temos uma melhora da sensação estética do menino...


Deixo para voces a avaliação do sorriso aí abaixo, o paciente no caso chegou até nossa clínica com defeito no sorriso após tratamento de implantes com insucesso e próteses mal adaptadas, fizemos novos implantes, correção nos antigos e novas próteses...na foto superior o antes e em seguida o depois...

Qual a diferença observada?



Descobriram?



Então voltem e observem o cuidado do paciente com sua barba...no antes a barba por fazer, pelo simples fato que olhar para o espelho era um briga...já no depois não...nesse caso no dia que provamos a porcelana com o dente quase pronto, o paciente fotografou seu sorriso com seu celular para mostrar a sua família que ansiosa esperava pelo resultado...


Então agora concordam comigo que nós não somos apenas Dentistas (tratando de dentes) e sim Gentistas (tratando de pessoas como um todo?)

Eu pelo menos penso assim...

Um abraço

domingo, 19 de junho de 2011

Estética...Uma questão de ponto de vista. Parte 2

Pois onde quero chegar...
O que dizer sobre estética que ainda não foi dito??
Posso passar uma realidade atual que diz que para ficar bela não tem preço, nem medidas; quantas belas mulheres fazem remodelagens corporais para corrigir "defeitos" que nem podem ser percebidos?
Ou jovens de 37 anos aceitam "agulhadas" na testa para remover rugas????

Na Odontologia as coisas por vezes não são muito diferentes


Vamos a um caso prático.
O paciente abaixo tinha essa situação:
Dentes escuros, com restauraões não ótimas...



Opções de tratamento Clareamento ou facetas ou ainda coroas...
A primeira é um tratamento que pode ou não ter resultados, e pode recidivar (voltar a escurescer), a segunda consegue de certa forma resolver satisfatoriamente o caso, porém desgasta o dente por um de seus lados, já a terceira gera um desgaste na circunferência em todo o dente, mas resolve de vez a situação...
Oriento tenho minha opinão...explico, mas o paciente quer uma solução definitiva...



Observem o desgaste!!!


Resultado final imediato..o que só melhora com o tempo...resultado muito satisfatório e paciente totalmente satisfeito...
Isso que importa? e o desgaste total do dente??/?O que importa é dentro de tudo esclarescido, termos o paciente muito feliz com o resultado final...

Digo a voces que a estética é totalmente pessoal. cultural e social...tudo pode ser certo e errado...questão de ponto de vista...
Vamos discutir mais, vamos abrir nossa cabeça e pensar no melhor para o paciente como pessoa, como paciente...

Um abraço
Pergunte, questione...estou aqui para resolver
Mais um abraço

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mudança no sorriso

Então, hoje a odontologia consegue por meio de materiais, técnica e treinamento executar procedimentos com resultados estéticos e funcionais extremamente duradouros.

Isso serve para suprir as necessidades dos pacientes e com certeza realizar profissionalmente o profissional que faz o trabalho.

As mudanças totais de sorriso são sem dúvida um grande feito que alegra a pessoa que nos procura assim como toda a equipe de trabalho.
Passo abaixo o resultado recente de um procedimento de muito sucesso, por ter atingido o objetivo esperado pelo paciente.

Uma prótese fixa de 12 elementos metalocerâmico com pino fundido.
Pode-se ver no antes e depois que o resultado foi muito bom..


ANTES



DEPOIS


Obrigado

terça-feira, 26 de abril de 2011

Os dentes e a terceira idade

O dentista, hoje, tem um compromisso muito maior do que garantir dentes em perfeito estado para o paciente mastigar. É preciso que as restaurações cumpram uma função principal: possibilitar uma mastigação eficiente, com gengivas saudáveis e dentes com bom aspecto. Os indivíduos que hoje têm mais de 45 anos aceitavam, há alguns anos, usar próteses parciais ou totais para poderem mastigar; a estética era secundária. Atualmente, com melhores cuidados com a saúde, a expectativa de vida tem aumentado e a aparência física tornou-se também muito importante. Além do mais os trabalhoso dontológicos devem durar mais tempo.






O paciente idoso que chega aos consultórios não perdeu ainda, normalmente, todos os seus dentes nem aceita perdê-los. Com os conceitos de prevenção e a melhora na prática odontológica, ele tem melhor saúde bucal. Não basta mais que o paciente possa mastigar satisfatoriamente; estética e função estão intimamente relacionados. Algumas pessoas não sorriem para não mostrarem dentes defeituosos, e é comum observar que muitos levam a mão à frente da boca quando o sorriso torna-se inevitável. 




Os dentes, as gengivas e um hálito agradável denotam uma condição saudável e um desprendimento no comportamento social. Isso influencia até mesmo no desempenho profissional de algumas pessoas - como as que têm a necessidade de comunicar-se. A estética, também, é um assunto complexo que tem desafiado tanto o profissional quanto a indústria de produtos odontológicos, numa permanente busca da perfeição, naturalidade e beleza. O conceito de beleza é subjetivo: o que é bonito para um nem sempre o é para outro. Uma prótese para ser estética deve ser harmônica e ter relações de espaço, forma, proporção, cor e textura. 


Os dentes não têm todos a mesma forma e tamanho; eles guardam uma certa proporção entre eles. Até alguns defeitos e manchas devem ser criados para que o conjunto fique mais natural, principalmente em pacientes com idade acima de 40 anos. A simetria exagerada leva invariavelmente à identificação dos dentes artificiais, o que é desagradável. Esse é um erro comum e deixa o sorriso semelhante a um teclado de piano. O paciente tem a tendência de exigir dentes com posição correta e a cor bem clara, o que provoca evidente contraste com a idade, a cor da pele e posição dos lábios. 


Novas técnicas e materiais têm sido desenvolvidos nestas últimas décadas, proporcionando soluções satisfatórias. Os materiais cerâmicos e as resinas tiveram grande aceitação e são aperfeiçoados a cada dia. As coroas totais em porcelana sem metal têm melhores cores e a aparência bem próxima dos dentes naturais: são indicadas para coroas unitárias e prótese de pouca extensão. A prótese sobre implantes ósseo-integrados tem sido a primeira opção, embora outras técnicas e trabalhos sejam satisfatórios (desde que realizados com critério, sem perda de qualidade) e com custos mais baixos. Os trabalhos de coroas cerâmicas sem metal aparente e os implantes têm sido a preferência dos pacientes de terceira idade. Eles podem preencher quase todas as necessidades relacionadas à função, ao conforto e, principalmente, à estabilidade. O grau de satisfação e a qualidade de vida com a prótese suportada por implantes não deixam dúvidas de que esta é a Odontologia moderna, independente da idade do paciente adulto, salvo raras limitações.


A preocupação com o indivíduo dentro de uma visão global, e não só com os dentes, é a base da formação dos profissionais de hoje. No início da profissão, o dentista se limitava a cuidar dos dentes; mais tarde, a se preocupar com os dentes e a boca. Atualmente, não de pode deixar de relacionar os dentes, a boca, o estado de saúde e o estado emocional do paciente. Muitas doenças se manifestam na mucosa e na língua.
Dores musculares, articulares e de cabeça podem estar relacionadas com o bruxismo (ranger os dentes) devido ao estresse. Quando o paciente chega ao consultório, é preciso conhecer, além de sua queixa principal, suas expectativas quanto ao tratamento. É importante que o tratamento seja abrangente, contribuindo para melhorar a qualidade de vida e auto-estima do paciente, principalmente se ele for idoso.





O paciente de terceira idade é diferente de um paciente jovem, pois toda a sua experiência de vida exerce influência direta no diagnóstico e no plano de tratamento. Nem sempre a primeira proposta de tratamento é aceita; é preciso considerar o sucesso e o insucesso de trabalhos anteriores, que precisam ser avaliados. O estudo de saúde, as doenças sistêmicas, o grau de tolerância a tratamentos longos e a condição financeira são fatores que determinam o tipo de tratamento. A saúde como um todo deve ser levada em consideração. Alguns medicamentos (como os calmantes, os antidepressivos e os anti-hipertensivos) podem provocar efeitos colaterais, como a xerostomia (redução da salivação), o que facilita o aparecimento da saburra (a camada branca que recobre a língua) e do mau hálito (que tem grande importância no comportamento social).

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dente com canal fica mais fraco?

Essa pergunta é bastante frequente aqui em nossa clínica quando um paciente por necessidade precisa efetuar um tratamento endodontico.

Por vezes, infelizmente o tratamento de canal é uma necessidade; seja por cárie, restauração fraturada e etc, mas nem por isso esse dente está condenado a quebrar-se.



O cirurgião dentista quando frente a um abcesso ou outro problema semelhante faz o procedimento de abertura do dente, remoção do conteúdo do canal e selamento do mesmo e posterior restauração desse.
É um procedimento ainda muito comum na odontologia moderna e com baixos indices de erro/acidentes.


Mas e após esses procedimentos; quais os riscos desse elemento dentário vir a fraturar? E por qual motivo isso ocorre?

Bem a abertura final do dente para um correto selamento dos canais acaba por ter uma remoção acentuada de tecido dentário e isso por si só já seria um bom motivo para esse dente ficar mais friável. Somado a isso temos a desidratação do elemento dentário o qual perde água durante o procedimento e pela perda da polpa dentária, ainda podemos colocar a perda da sensibilidade do dente; ou seja; se mordermos uma pedrinha, por exemplo, teremos um reflexo de evitar a fratura diminuido...

Então sim um dente com canal tratado fica mais suscetível a fraturas.


A boa notícia é que hoje a odontologia restauradora tem grande evolução e com isso podemos por meio de diversas técnicas restauradoras repor a resistência perdida na endodontia. Pinos, cobertura de cúspides, restaurações adesivas, iônomero de vidro e por aí vai.

Outra boa notícia é que se por ventura, o dente do caso acabe se quebrando podemos e temos grandes opções e raramente (embora ocorra) vamos ter a perda do dente.

Bom espero ter ajudado no esclarescimento das dúvidas  
Até a próxima
Abraços

quinta-feira, 18 de março de 2010

Resinas Compostas: Estética Rápida


Nos dias de hoje, a busca pela estética é um fator de muita influência sobre o comportamento das pessoas. Seja nos grandes centros urbanos ou nas pequenas cidades, é cada vez mais comum observar-se academias e clínicas de estética cada vez mais lotadas. Dentro deste contexto, é natural que a odontologia esteja preparada para atender aos anseios estéticos da população em geral.



 


A troca de uma restauração metálica por uma estética ou, como dizem os pacientes, "por uma branca", pode se dar por dois motivos principais: por problemas que envolvem a saúde do dente, como uma fratura da restauração pré-existente ou mesmo por recidiva de cárie (nesse caso, a troca não é discutida e pode, perfeitamente, ser feita uma restauração estética), ou por motivo exclusivamente estético (quando uma restauração metálica em bom estado vai ser trocada, surgem, então, alguns questionamentos). 


Dente com amálagama
e após a troca
por resina composta restauração


Existem, em princípio, duas possibilidades de materiais. O primeiro é a cerâmica (ou porcelana), o segundo são as resinas compostas. A restauração de cerâmica pode ser executada apenas pelo método indireto, isto é, o cirurgião-dentista prepara o dente, molda, e um técnico de laboratório executa, sobre o modelo, o trabalho, que é cimentado pelo dentista. A resina composta tanto pode ser usada pelo método direto, feita diretamente sobre o dente do paciente, em uma única sessão, ou pelo método indireto. A resina composta usada na forma indireta tem uma composição diferente da utilizada na forma direta e é chamada de resina composta de laboratório, podendo também ter a denominação de cerômero.

Basicamente, a técnica direta serve para as pequenas restaurações e, quando a área a ser restaurada é muito extensa, a preferência cai sobre as indiretas; entretanto, as mais extensas podem ser feitas de modo direto, dependendo da indicação profissional. Na técnica indireta, a escolha entre cerâmica e cerômero dependerá das condições técnicas e também da preferência profissional, pois os comportamentos estético e funcional são extremamente semelhantes.




Quando é feita a troca de uma restauração de amálgama por uma de resina composta direta, a cavidade obtida após a retirada do material antigo já é compatível com o novo material restaurador. Contudo, para receber uma restauração indireta, pode ser necessário um desgaste adicional de dente sadio para possibilitar a execução do trabalho. Nas trocas de uma restauração metálica indireta de ouro, por exemplo, dificilmente uma certa quantidade de dente sadio não vai ser sacrificada, pois são preparos com exigências diferentes. Esse desgaste maior do dente de maneira alguma irá prejudicá-lo, pois é feito para permitir uma harmonia entre o material restaurador e o dente.  


Abaixo algumas dúvidas bem comuns:

Uma restauração de material na cor do dente tem a mesma durabilidade que uma restauração antiga?
Existem, na boca de pacientes, restaurações de amálgama, de ouro e de outros metais em bom estado e com desempenho funcional perfeito há mais de vinte anos, assim como existem restaurações em mau estado feitas há pouco tempo. As técnicas restauradoras estéticas atuais são relativamente novas se comparadas com a do amálgama e a das restaurações metálicas indiretas. Todavia, já temos acompanhamento clínico com excelentes resultados de restaurações estéticas. A durabilidade de uma restauração depende de uma série de fatores, alguns diretamente relacionados com o cirurgião-dentista e outros, com o paciente.

Dentes manchados por uma restauração de amálgama podem ser corrigidos com a troca?
O amálgama libera, ao longo do tempo, produtos que podem manchar o esmalte dental deixando-o acinzentado. Nesses casos, a troca melhora muito o problema estético sem, contudo, resolvê-lo completamente, pois seria necessária a retirada completa desse esmalte manchado para se conseguir uma perfeita solução estética.

Como é feita a manutenção das restaurações estéticas?
A manutenção das restaurações estéticas está inserida no contexto de manutenção da saúde bucal do paciente. O controle da higiene bucal, as profilaxias periódicas, como também as reavaliações clínicas do estado das restaurações prolongam a vida útil desses trabalhos. Pequenos reparos de possíveis falhas como manchamento superficial e pequenas fraturas podem ser realizadas com facilidade pela mesma técnica adesiva usada na confecção das restaurações estéticas.
 

sexta-feira, 12 de março de 2010

Faces de Porcelana..

Ou facetas de porcelana... são pedaços de porcelana personalizados que o dentista posiciona na parte frontal dos dentes para melhorar sua aparência e reparar danos. As facetas podem alterar de forma impressionante o sorriso de uma pessoa e ajudam a melhorar sua auto-confiança. Nas décadas de 20 e 30, atores, atrizes e outros artistas chegavam ao extremo de extrair seus dentes e colocar dentes postiços para melhorar seus sorrisos. Felizmente, esse procedimento radical deu lugar às facetas, uma técnica bem menos invasiva. As facetas são o segredo por trás dos sorrisos arrebatadores que vemos nas telas de cinema.





As facetas podem ser usadas para melhorar uma ampla gama de problemas dentários estéticos. Elas podem clarear dentes manchados ou descoloridos, fechar espaços entre dentes, "corrigir" um sorriso torto sem precisar de aparelhos, consertar lascas e imperfeições, e criar um sorriso com aparência mais atraente e jovial. O procedimento costuma envolver a remoção de uma fina quantidade da camada mais exterior do dente, chamada de esmalte. Então, o dentista tira moldes da boca, e coloca facetas temporárias para o paciente usar enquanto as permanentes são fabricadas. O procedimento de remoção de esmalte normalmente leva de uma a duas horas e meia.




Depois, o laboratório cuidadosamente esculpe as facetas na porcelana. Em cerca de duas semanas, elas estão prontas para que o dentista as prenda na parte frontal dos dentes. Este processo melhora a força e a aparência dos dentes.




Os resultado são bem interessantes e satisfazem o desejo da maioria dos pacientes...


Quer saber um pouco mais sobre a história do material...não?!?! Então pare por aqui...
Caso deseja continue lendo...é interessante:

A cerâmica odontológica também denominada porcelana dental é conhecida por ser um material de aparência semelhante ao dente natural, devido sua adequada propriedade óptica e durabilidade química. Estas e outras qualidades, como excelente estética e dureza, possibilitaram o rápido desenvolvimento deste material no contexto científico quanto às suas propriedades, com o objetivo básico de tentar satisfazer o crescente aumento da exigência estética preconizada pela sociedade moderna.
A palavra cerâmica é originária da palavra grega keramos que significa argila. Dados encontrados a quase 13 mil anos mostram evidências dos primeiros indícios de cerâmica nas escavações do Vale do Nilo, Egito. Desde o século X, a China já dominava a tecnologia da arte em cerâmica, a qual apresentava estrutura interna firme e cor muito branca, chegando na Europa apenas no século XVII onde ficou conhecida como "louças de mesa". A partir de então, muito esforço por parte dos europeus foi dispensado a fim de copiar a composição da porcelana chinesa. Entretanto, somente em 1717 é que se descobriu o segredo dos chineses, que confeccionavam a cerâmica a partir de três componentes básicos: caulim (argila chinesa), sílica (quartzo) e feldspato (mistura de silicatos de alumínio, potássio e sódio). Assim, em 1720 os europeus desenvolveram uma porcelana fina e translúcida comparável à porcelana chinesa, composta por feldspato e óxido de cálcio como fundente, sendo que a queima era realizada em alta temperatura.
Em 1774 o francês Alexis Duchateau, insatisfeito com sua prótese total confeccionada com dentes de marfim, decidiu trocá-las por novas próteses de cerâmica, por verificar a durabilidade e resistência ao manchamento e a abrasão deste material quando utilizado em utensílios domésticos. Com o auxílio de Nicholas Dubois de Chemant, a arte das cerâmicas foi introduzida na Odontologia.
No final do século XIX surgiram as próteses parciais fixas em cerâmica, denominadas de coroas de jaquetas, que passaram a ser amplamente utilizadas, desde que foi patenteada e desenvolvida a técnica da folha de platina. Em 1950, adicionou-se leucita na formulação da porcelana visando aumentar o coeficiente de expansão térmica e possibilitar sua fusão com certas ligas áureas para confecção de coroas totais e próteses parciais fixas (PPFs) .
Foram desenvolvidas na Inglaterra as porcelanas feldspáticas, às quais foram incorporadas 40 a 50% de cristais de alumina, com o objetivo de melhorar a resistência das coroas de jaqueta (120 a 180 MPa) sem sacrificar a estética . Em 1976 uma nova técnica foi introduzida para aumentar ainda mais a resistência das coroas de jaqueta em alumina . Para isso utilizaram uma folha de platina sobre a qual tinha uma camada de óxido de estanho, responsável em promover a união entre a porcelana e a folha de platina.
Diante desta evolução, no fim do século XX, diversos sistemas inovadores foram introduzidos no mercado, a fim de proporcionar a confecção de restaurações cerâmicas livres de metal. A partir de então, vários sistemas cerâmicos foram desenvolvidos, sempre com o intuito de melhorar as propriedades físicas e mecânicas do material. Assim, o objetivo desse trabalho foi realizar uma revisão na literatura visando mostrar uma breve história da cerâmica dental, composição dos diversos sistemas e estrutura básica, além de enfatizar as principais características e limitações das porcelanas odontológicas mais atuais. FONTE: http://www.scielo.br.


É isso um abraço,